Diocese de Santo André

Coordenador Diocesano de Pastoral: os desafios da pandemia e a missão da Igreja no pós-pandemia

“O Coordenador Diocesano de Pastoral é um articulador que trabalha junto do bispo e de toda a estrutura básica de governo da diocese, para que se realize um bom planejamento em vista da ação pastoral, que é função do coordenador: organizar a estrutura, o encaminhamento do planejamento, as decisões e as deliberações.”

A definição sobre o perfil e o papel do Vigário Episcopal para a Coordenação Diocesana de Pastoral realizada pelo coordenador geral do secretariado de Pastoral da Arquidiocese de São Paulo, Pe. Tarcísio Marques Mesquita, que promoveu formações ao Clero e aos leigos durante o processo de escuta para o novo Coordenador Diocesano de Pastoral, destaca a atuação de uma das funções mais importantes no organismo diocesano.

Sinodalidade e o protagonismo dos conselhos
Completando um mês como Vigário Episcopal para a Coordenação Diocesana de Pastoral, Pe. Gonise Portugal da Rocha, destaca algumas prioridades imediatas na ação evangelizadora da Igreja Católica nas sete cidades do Grande ABC.  “Vejo que mais do que nunca a (importância dessa) proximidade que nós padres precisamos ter com o povo. Superar o clericalismo. Se o padre quiser fazer tudo, não vai conseguir. Se centralizar tudo nele, a pastoral não caminha. Então, primeiro é estar próximo, caminhar junto, a sinodalidade. E claro, sendo o líder, motivando, formando e estando junto com o povo, não cerceando a evangelização”, enfatiza.

Aliados importantes neste processo evangelizador são os conselhos em seus três níveis: diocesano, regional e paroquial. “Precisamos contar com as lideranças, reforçar o CDP (Conselho Diocesano de Pastoral), os CRPs (Conselhos Regionais de Pastoral), CPPs (Conselhos Paroquial de Pastoral), CAEPs (Conselhos de Assuntos Econômicos Paroquial). Não serem conselhos fictícios apenas de nome ou se reunir para dar recado, mas que eles possam, de fato, sentir-se responsáveis pela pastoral, pela dinamicidade do trabalho e exercer o protagonismo”, aponta Pe. Gonise.

Realidade social e a igreja doméstica|
A ação evangelizadora é indissociável da realidade sócio-econômica num mundo em que ainda a desigualdade é muito presente. Mente e corpo devem estar em sintonia. A fome, as moradias precárias e o desemprego são obstáculos que muitas famílias têm enfrentado atualmente. Por isso, um dos grandes desafios da Igreja no Grande ABC é retratado no lema do Sínodo Diocesano (2016-2017): “O sonho missionário de chegar a todos”. Mas como fazer com que a Boa Nova seja acolhida pelos corações das pessoas? Como aliviar o sofrimento e buscar soluções para os problemas do dia a dia?

“Primeiro é ir à base, começar pelas famílias católicas, para que elas possam chegar às pessoas afastadas, para fazer com que elas se encantem e possam participar da vida pastoral numa igreja, numa capela, numa comunidade. Muitas vezes as pessoas estão carentes de fé e alimentos ao mesmo tempo”, indica Pe. Gonise, ao falar da necessidade de aliar evangelização e promoção humana nas ações da Diocese de Santo André, como já têm sido realizadas por meio das iniciativas do Vicariato Episcopal para a Caridade Social.

Durante a pandemia, algo que tem sido resgatado como uma prática que deveria ser vivenciada sempre é a igreja doméstica, não somente dentro da própria casa, mas uma Igreja em saída, que vai ao encontro, como pede o Papa Francisco. “Reforçar essa dimensão dos encontros, ir nas casas, rezar os terços, as novenas, dialogar sobre a situação das famílias, observar as necessidades, trabalhar a realidade social e a evangelização, sempre andando juntas”, orienta.

Todo batizado é um apóstolo e missionário que deve trabalhar a junção da espiritualidade com a ação sociocaritativa.


Comunicação e Acolhida
Nestes tempos de pandemia, Pe. Gonise cita duas pastorais fundamentais para manter ativo todo esse processo de evangelização e fortalecimento da fé do povo de Deus: a Pascom (Pastoral da Comunicação) e a Pastoral da Acolhida.

“Vejo como pontos positivos as lives que começaram a ser realizadas pela Pascom nas paróquias de nossa diocese, um meio de fazer chegar a mensagem do evangelho aos lares e colocar esperança no coração das pessoas. E também a  Acolhida. Acolher não é simplesmente entregar o folheto. É muito mais do que isso. É dar esperança. É dialogar. Sermos acolhedores no sentido da palavra. Se numa missa já atingiu a capacidade do local, convidar para participar da próxima, conversar, se aproximar do povo”, sintetiza o Coordenador Diocesano de Pastoral.

Projetando o pós-pandemia, Pe. Gonise acredita que os encontros de formação são caminhos necessários para uma Igreja cada vez mais acolhedora e missionária. “Formar para sermos bons acolhedores e missionários da Palavra de Deus. Tivemos muitas transmissões pela internet durante a pandemia. A live é algo que veio para ficar, mas que não substitui aquilo que é presencial. Faz parte do cotidiano e vem para somar. Quantas pessoas atingimos através das lives e quantas na assembleia? Sobretudo, aqui estou falando do alcance. Então, podemos perfeitamente trabalhar a evangelização presencialmente (nesta retomada das atividades), bem como utilizarmos a internet para propagar a fé e levar esperança às famílias”, avalia.

Sínodo dos Bispos e o 8º Plano de Pastoral
“Ser uma Igreja que fortaleça a Cultura e a Espiritualidade do Acolhimento em permanente Ação Missionária”. Essa é a prioridade eleita para a ação evangelizadora da Igreja particular de Santo André no quinquênio 2018-2022 que, segundo o Pe. Gonise, tem uma profunda relação com o processo de escuta do Sínodo dos Bispos, que trabalha o tema: “Por uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão”.

“Tem tudo a ver. Tivemos um caminho percorrido desde a realização do primeiro Sínodo Diocesano, a Assembleia Sinodal convocada por Dom Pedro e a conclusão da Constituição Sinodal, que contém os itinerários do 8º Plano Diocesano de Pastoral. E chegamos agora a esse processo de escuta, com o Papa Francisco convidando todo o povo de Deus para que fale sobre os rumos da Igreja para os próximos anos. O papa quer ouvir e todo mundo pode falar”, conta o Vigário Episcopal para a Pastoral, ao mencionar o manual lançado pela Diocese de Santo André com as diretrizes para a etapa diocesana do processo de escuta do Sínodo dos Bispos, que será vivenciado em três fases até 2023. Esse documento norteará as formações nas regiões pastorais e nas paróquias durante o primeiro semestre de 2022, com o objetivo de promover a reflexão e a participação de toda a Igreja. Acesse aqui


Apóstolos: Acolhida e Missão
Pandemia e Pós-Pandemia: Bate-Papo com o novo Coordenador Diocesano de Pastoral. Esse foi o tema da terceira edição do programa Apóstolos: Acolhida e Missão, realizado na tarde de quarta (22/12), que teve como convidado o novo Vigário Episcopal para a Coordenação Diocesana de Pastoral, Pe. Gonise Portugal da Rocha, com apresentação do coordenador diocesano do Departamento de Comunicação e assessor da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação da CNBB, Pe. Tiago Sibula.

Assista o programa, na íntegra:

Apresentação do entrevistado
Pe. Gonise Portugal da Rocha foi escolhido no dia 18 de novembro de 2021 como o novo Coordenador Diocesano de Pastoral pelo Bispo da Diocese de Santo André, Dom Pedro Carlos Cipollini, após processo de escuta dos leigos e consulta ao clero (padres e diáconos) das dez regiões pastorais. Nesta terceira edição do Programa Apóstolos: Acolhida e Missão, o presbítero contou um pouco sobre a sua história, a vocação, a trajetória como padre e a nova missão na Igreja particular de Santo André.

Conheça mais sobre o novo Coordenador Diocesano de Pastoral. Clique aqui

Duas primeiras edições
“Acolher, escutar e discernir”. Aprofundando o tema do Sínodo dos Bispos “Por uma Igreja Sinodal: Comunhão, Participação e Missão”, que envolve toda a Igreja no Brasil e no mundo, a primeira edição do programa de evangelização da Diocese de Santo André “Apóstolos: Acolhida e Missão” aconteceu no dia 27 de outubro e recebeu como primeiro convidado, o bispo da Diocese de Santo André e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), Dom Pedro Carlos Cipollini. Clique aqui e relembre como foi a participação do bispo.

O 8º Plano Diocesano de Pastoral: Retrospectiva e Perspectivas. Esse foi o tema da segunda edição do programa Apóstolos: Acolhida e Missão, realizado no dia 24 de novembro, que teve como convidado o coordenador diocesano de Pastoral, Pe. Joel Nery. Clique aqui e recorde como foi a participação do vigário geral.

Leia mais:

 

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Na estreia de programa, Dom Pedro aprofunda debate sobre a acolhida e missão da Igreja no Sínodo dos Bispos

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