Diocese de Santo André

Dom Pedro: utilizar os talentos para o bem e pelo progresso da sociedade

“Vamos bendizer a Deus pelos talentos que temos e pedir humildemente a graça de estarmos vigilantes para utilizá-los bem neste mundo, a fim de devolvê-los multiplicados ao Senhor”.

Na meditação da Parábola dos Talentos (Mt 25,14-30), o bispo da Diocese de Santo André, Dom Pedro Carlos Cipollini, recordou na manhã do 33º Domingo do Tempo Comum (15/11), a importância da prática das virtudes cristãs e a preparação para a vinda definitiva do Senhor, durante a Santa Missa celebrada na Catedral Nossa Senhora do Carmo, no Centro da cidade andreense.

“Jesus diz que todos deveremos prestar contas no final da nossa caminhada de vida. O Senhor virá para pedir contas de todos que foram responsáveis de dirigir os destinos da sociedade humana, da história, uma prestação de contas individual e do conjunto de todos”, cita Dom Pedro, ao mencionar o primeiro turno do pleito municipal realizado em todo o país.

“Vamos rezar pelo país, pelos municípios, no exercício do dever cívico, num gesto de cidadania de escolher aqueles que devem cuidar do bem comum. Devemos escolher pessoas que vão lutar por políticas públicas para favorecer pincipalmente os excluídos e menos favorecidos”, conclama.

Segundo o bispo, não devemos esperar a vinda do Senhor de braços cruzados, mas seguindo Jesus Cristo na prática diária dos seus ensinamentos.

“Precisamos ser úteis aos outros e não se fechando numa vida egoísta, que acumula as coisas e vai se petrificando. Jesus diz que é preciso esperar vigiando e praticando as virtudes cristãs, da justiça, da fraternidade, da bondade, da misericórdia e do perdão”, salienta.
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Parábola dos Talentos

No Evangelho de São Mateus (Mt 25,14-30), Jesus apresenta a Parábola dos Talentos. O talento era uma moeda da época de Cristo e com o tempo passou a designar em nosso vocabulário uma coisa boa que a pessoa tem adquirida como parte de seu agir e ser. Na história contada aos discípulos, Jesus diz que um homem ia viajar para o estrangeiro, chamou seus empregados e lhes entregou seus bens. A um deu cinco talentos, a outro deu dois e ao terceiro, um; a cada qual de acordo com a sua capacidade. Em seguida viajou.

O empregado que havia recebido cinco talentos saiu logo, trabalhou com eles e lucrou outros cinco. Do mesmo modo, o que havia recebido dois lucrou outros dois. Mas aquele que havia recebido um só, saiu, cavou um buraco na terra e escondeu o dinheiro do seu patrão. Depois de muito tempo, o patrão voltou e foi acertar contas com os empregados. O empregado que havia recebido cinco talentos entregou-lhe mais cinco, dizendo: ‘Senhor, tu me entregaste cinco talentos. Aqui estão mais cinco que lucrei’. O patrão lhe disse: ‘Muito bem, servo bom e fiel! Como foste fiel na administração de tão pouco, eu te confiarei muito mais. Vem participar da minha alegria!’

Por fim, chegou aquele que havia recebido um talento, e disse: ‘Senhor, sei que és um homem severo, pois colhes onde não plantaste e ceifas onde não semeaste. Por isso, fiquei com medo e escondi o teu talento no chão. Aqui tens o que te pertence’. “O que Jesus está querendo dizer (na parábola) é que em nossa vida não temos talentos iguais. Cada pessoa tem um dom para algo. Mas que deve ser utilizado para o bem. Porque muitas vezes as pessoas dizem que não tem talento, mas você pode dar um copo d’água para uma pessoa com sede? Esse gesto, por exemplo, vai valer no dia do teu julgamento. Temos que fugir da mentalidade da nossa sociedade que acha que ninguém vai prestar conta para ninguém”, explica Dom Pedro.
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História da vida real

O bispo diocesano relembrou um fato de quando ainda era padre para exemplificar a utilização do talento em prol do próximo. “Fui a um velório para benzer um corpo de um jovem que tinha morrido num desastre e a mãe desesperada, todo mundo em roda querendo consolar, e ninguém tinha êxito. Quanto mais pessoas diziam coisas bonitas, mais ela chorava. Foi quando chegou uma senhora com uma bolsa, sentou perto dela, disse uma meia dúzia de palavras. Ela parou de chorar, limpou os olhos e ficou conversando”, conta.

Na ocasião, Dom Pedro disse: “essa tem o talento de consolar os aflitos. Confortou a outra com poucas palavras”, frisa.
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Personificação da comunidade

Na Primeira Leitura do Livro dos Provérbios (Pr 31,10-13.19-20.30-31), Dom Pedroaprofundou a história da mulher que representa a figura da comunidade cristã da igreja: “O que isso quer dizer? Nós nãos somos sozinhos. Somos uma comunidade, e Deus vai julgar comunidade. Você faz parte da Igreja Católica Apostólica Romana. É batizado. Não existe um cristão, um católico avulso. A comunidade deve ser como essa mulher, que ajuda, que pratica o bem, enquanto espera a vinda do Senhor”, destaca.
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Missas na Catedral
Como acontece nas manhãs de domingo, desde a reabertura para missas presenciais em julho deste ano, a celebração foi presidida por Dom Pedro e concelebrada pelos padres Joel Nery (pároco da Catedral) e Camilo Gonçalves de Lima (secretário episcopal), com transmissão pelas mídias diocesanas Facebook e YouTube.

Na Catedral do Carmo, as celebrações com povo acontecem durante a semana, de segunda a sexta, às 18h; aos sábados, às 16h; e aos domingos, às 8h, 11h e 18h. Lembrando que as missas ocorrem com capacidade máxima de 120 pessoas, (30% da lotação da igreja) respeitando as regras de distanciamento social e cuidados de higiene, com máscara e álcool gel.

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