Diocese de Santo André

Qual o verdadeiro sentido da vida

Vemos, todos os dias, forças do mal agirem e prejudicarem o nosso mundo. Este poder do mal que aparentemente não pode ser contido ou controlado, nos deixam extasiados, impotentes e, ao mesmo tempo, desanimados. Os sinais deste mal são diariamente visíveis nos milhões de seres humanos que vivem na miséria, muitas vezes privados da liberdade, ou simplesmente ignorados até à morte. Muitas crianças são assassinadas antes mesmo de nascerem, outras morrem por inanição. Muitos idosos definham aos poucos na solidão e se sentindo inúteis, muitos até, sendo vítimas indefesas da eutanásia.

Guerras continuam ameaçando a humanidade. Muitos conflitos irrompem e se alastram tão rapidamente como a palha seca incendiada. É o horror da guerra, dos atos terroristas, dos assassinatos, da violência nas cidades, quanta tortura, violência e morte.

Diante de tudo isto qual o verdadeiro sentido da vida? Para muitas pessoas a vida nada mais é do que uma morte lenta, uma agonia que nunca acaba. Nascer, sofrer, trabalhar para encontrar comida e abrigo, depois disso desaparecer, morrer. A vida tem realmente algum sentido?

A vida, especialmente a vida humana, conhece sim esses períodos de melancolia, o frio nos corações, mas tudo isto pode ser substituído pelo amor, pois só ele constrói. Ainda que soframos com freqüência, sempre temos o sol a aluminar a nossa vida.

Entretanto, mesmo que a nossa vida seja uma alternância de saúde e doença, de prosperidade e infortúnio, nada disto é o que dá o verdadeiro sentido da vida. Descobrir o verdadeiro sentido da vida é saber que estamos neste mundo apenas de passagem e, quanto mais tivermos a fé em Jesus Cristo, mais suportaremos as dificuldades deste caminhar.

O Senhor Jesus nos fala para não nos preocuparmos com a nossa vida terrestre. Quem tem fé, quem crê no Cristo sabe que a vida é o maior presente que recebemos, e que a vida vem de Deus. Ele é a origem da vida. Ele é a fonte da vida. Portanto, nossa vida faz sentido, se conseguirmos entender que ela é caminho, é passagem e não o fim em si mesma.

Deus nos deu a verdadeira luz. Ele prometeu um Redentor e enviou o seu próprio Filho, que é o mesmo Deus, para nos salvar. E Jesus também sofreu, também chorou, também sentiu a dor da perda de um amigo, tudo isto ele passou como ser humano que foi. Mas Ele, como onipresente e onipotente proclamou: “Eu vim a fim de que vocês possam ter vida e a tenham em abundância.”  Ele nos deu a sua própria vida, Ele é a própria vida.

Jesus pregou a boa notícia de que somos filhos de Deus, herdeiros do céu e co-herdeiros em Cristo. Nosso sofrimento unido ao d’Ele, concederá a eterna felicidade. Nossa fé nos assegura isso: nós devemos ter sempre esperança apesar das tempestades da vida.

Nossa vida terrena é limitada, mas um dia será transformada por Deus, que ama a cada um de nós. Nós devemos colocar toda a esperança n’Ele.  A vida é um grande presente de Deus; a vida significa esperança, alegria e amor para todos aqueles que encontram a Deus. Todos aqueles que acreditam em Jesus terão a vida eterna.

Um dia não haverá mais lágrima ou tristeza. Devemos acreditar na vida, ainda que no seu aspecto humano seja de saúde e de doença, de alegria e de tristeza, mas ela é cheia de esperança Naquele que nos deu a vida e é o Senhor da Vida.

*Texto do folheto Redentorista (Santuário de Santa Ana de Beaupré, em Québec no Canadá) traduzido e interpretado por Roberto Vertamatti, coordenador da Defesa da Vida.

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