Diocese de Santo André

Caminhada pela Paz faz memória a Pe. Léo Commissari

 

Todos clamando pela paz. Foi assim que mais de 2.000 fiéis participaram no dia 21 (domingo) da 17ª Caminhada pela Paz, promovido pela Paróquia Jesus de Nazaré, em São Bernardo, em recordação ao Pe. Léo Commissari. Vale a pena lembrar que a Paróquia conta com padres italianos porque faz parte do Projeto Igrejas Irmãs, entre as dioceses de Santo André e de Ímola, na Itália, desde 1980, quando chegou Pe. Léo. O sacerdote, que escolheu morar em uma favela, foi assassinado em 21 de junho de 1998.

A Missa foi presidida pelo administrador apostólico da Diocese de Santo André, Dom Nelson Westrupp, scj, e co-celebrada pelo pároco, Pe. Gabrielle Tondini, os vigários Pe. Cleidson Pedroso (único sacerdote que pertence à Diocese de Santo André) e  Pe. Sante Collina, além de outros sacerdotes de São Bernardo. A celebração ainda teve a presença do secretário de Serviços Urbanos de São Bernardo, Tarcisio Secoli, que representou o prefeito Luiz Marinho.

A caminhada começou por volta das 14h30, no local onde Pe. Léo Commissari foi assassinado. Depois, o povo percorreu as ruas da região até a Paróquia, onde foi celebrada a Santa Missa. “Há 17 anos era assassinado o saudoso Pe. Léo, que derramou seu sangue em defesa da paz. Estamos no ano da Paz (proclamado pela CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil). Se não vermos Deus no coração do irmão, dificilmente teremos a paz. Fazer memória de Pe. Léo é sempre promover a paz. Queremos ser arautos da paz”, destacou Dom Nelson.

Pela primeira vez como pároco da Jesus de Nazaré no evento, Pe. Gabrielle ficou feliz com a participação do povo. “É uma responsabilidade muito grande de ser sucessor de Pe. Léo. Agora é colocar em prática o que foi rezado”, destacou o sacerdote.

A caminhada deixou a emoção perceptível nos rostos dos paroquianos. “A cada ano a celebração fica mais forte, é momento muito lindo. Quando ele morreu, parecia que estava tudo perdido. Mas foi o contrário. Tivemos mais força e tem nos ajudado a não desistir. O olho dele nos pedia isso a todo tempo e não dá mais para desistir. A caminhada é uma vitamina para nós. Não dá mais para desistir. Ainda vejo o seu sorriso”, recorda a paroquiana Joanita Gomes de Oliveira, 53 anos.

Para o também paroquiano Romário Lopes, 66, Pe. Léo sempre ficará nos corações de todos os fiéis da região. “Trabalhei com ele e foi um verdadeiro pastor. Tenho uma recordação muito boa porque ele trabalhava em prol do reino de Deus. Sempre quando tiver esta caminhada, vou participar”, assegurou. Pe. Gabrielle ainda registrou as cartas de Pe. Francesco Commissari, sobrinho de Pe. Léo e ex-pároco da Jesus de Nazaré, e do bispo de Ímola, Tommaso Ghirelli.

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