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Diocese de Santo André

O amor de Deus poderia nos levar a um amor maior por nós mesmos!

“O primeiro de todos os mandamentos é[…]amarás ao Senhor teu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todo o seu espirito e de todas as suas forças. Eis aqui o segundo: amarás teu próximo como a ti mesmo. Outro mandamento maior que este não existe” (Mc, 12,29-31).

Deus, em sua infinita misericórdia, nos ensina a amar, nos ensina a caridade, nos ensina a nos despojarmos das coisas do mundo, dos bens materiais e nos entregarmos de corpo e alma ao Seu amor. Nesta passagem, o Senhor nos fala em amar o próximo como a nós mesmos. Mas será que nos permitimos sentir esse amor?  Será que o amor de Deus pode nos levar a um amor maior por nós mesmos?

Evidente que sim, amados irmãos e irmãs. Mas isso não significa que seja fácil, é preciso esforço e dedicação de nossa parte. Deus nos dá esse amor e é nosso dever usá-lo, inclusive para conosco. “Porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espirito Santo que nos foi dado” (Rm, 5,5).

Nós, como cristãos, devemos reconhecer que somos templos do Espírito Santo, santuário do amor de Deus. E o amor de Deus é o primeiro dom.

Muitas vezes, nos fechamos para as coisas do Alto e nos esquecemos de praticar a caridade, doação, misericórdia, justiça e paz para com o próximo. As tribulações e a correria do dia a dia nos impedem de demonstrar esse amor.

No Catecismo da Igreja Católica, a partir do parágrafo 1822, a caridade, sinônimo de amor em diversas passagens da bíblia, é definida da seguinte maneira: A caridade é a virtude teologal pela qual amamos a Deus sobre todas as coisas, por si mesmo, e a nosso próximo como a nós mesmos, por amor de Deus.

O apóstolo Paulo define maravilhosamente a caridade: “ A caridade é paciente, a caridade é prestativa, não é invejosa, não se ostenta, não se incha de orgulho. Nada faz de inconveniente, não procura seu próprio interesse, não se irrita, não guarda rancor […] tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (1Cor 13,4-7).

Uma vez com o coração fechado, não somos capazes de alcançar um amor maior por nós mesmos, assim, deixamos de vivenciar a fé, de praticar a leitura da palavra de Deus, receber os sacramentos da eucaristia e da reconciliação (confissão), entre outras ferramentas que nos alimentam diariamente.

Devemos sim, como verdadeiros cristãos, sedentos de Deus, abrir o nosso coração e resgatar o amor já depositado em nós. 

Por Melina Cintra

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