Pular para o conteúdo principal

Diocese de Santo André

Missionários de coração aberto para amar e acolher os pobres

Vocação de ajudar o próximo para o resgate da dignidade é uma escolha que muitos fazem em nossa Diocese de Santo André como lema para toda a vida

“Os pobres precisam das nossas mãos para se reerguer, dos nossos corações para sentir de novo o calor do afeto, da nossa presença para superar a solidão. Precisam simplesmente de amor…” A Mensagem do Papa Francisco, por ocasião do III Dia Mundial dos Pobres, em 2019, reproduz em nossa Diocese de Santo André os vários exemplos de congregações, instituições (muitas delas conhecidas e divulgadas na Série Especial ‘Itinerários da Fé’) e pessoas que assumiram o compromisso e uma verdadeira missão de atuar em prol dos mais carentes e necessitados de ajuda material e espiritual.

São vocações iluminadas por Deus e que não medem esforços para contribuir por uma sociedade mais justa e igualitária. Você vai conhecer a história de dois missionários, desde quando sentiram tocados no coração para a missão até o trabalho realizado permanentemente, em sintonia com os pedidos do Papa Francisco e os itinerários do 8º Plano Diocesano de Pastoral.

 

Lourdes Crespan, 49 anos – Jornalista / Instituto Missionárias da Imaculada-Padre Kolbe

Quando começou a participar e qual o momento de sua vida seu coração tocou para a missão?

Desde 1996. Era Natal e chovia uma garoa fina. Encontrei uma jovem mãe e seus filhos pequenos pela rua e dei-lhes carona com a minha sombrinha. Conversando com ela descobri que não havia festejado a noite do nascimento do Menino Jesus, passaram sozinhos na casa, sem nada para comer e beber.

Qual o trabalho realizado?

Voltei para o trabalho e realizamos uma pequena campanha para recolher alguns alimentos e bebidas para aquela família. Alguns dias depois fui visitar a jovem mãe e seus filhos; a casa não tinha quase nada, só alguns móveis. Uma das crianças nem mais se movia, levantou a cabeça somente quando ouviu quando eu disse que trazia um pacote de bolacha para ela.

O que representa essa missão para você?

A importância de ir ao encontro do outro, de ser essa “Igreja em saída” que o Papa Francisco tanto nos pede.

Naquela tarde eu poderia ter passado direto e não ter visto aquela jovem e seus filhos, mas eu me aproximei e conversei com ela e tudo mudou. Com aquele gesto, outros puderam junto comigo fazer o bem àquela família. E de gesto em gesto podemos transformar o mundo.

 

Rogério Melo, 43 anos – casado e três filhos – técnico e especialista em dependência química/ Missionário e Membro da Comunidade Pe. Pio

Quando começou a participar e qual o momento de sua vida seu coração tocou para a missão?

Sou missionário há 11 anos na igreja. Sempre trabalhei com dependentes químicos e seus familiares e com acolhimento às pessoas em situação de rua nas pastorais e movimentos da igreja.

Por volta de um ano e meio, eu e minha família fizemos a experiência de deixar tudo para viver uma vida consagrada em uma comunidade (Comunidade Pe. Pio), que seu carisma é acolher pessoas em situação de rua, abandono e maus tratos.

Em 2013, no começo do Pontificado do Papa Francisco, li uma matéria que dizia o seguinte: O Papa Francisco já deixou claro que “a Igreja, mesmo sendo uma instituição histórica, não tem uma natureza política, mas essencialmente espiritual”. E ele está improvisando para além do texto escrito, como faz quase sempre quando eleva o olhar e diz uma frase que é um programa de pontificado: “Ah, como eu gostaria de uma Igreja pobre e para os pobres”.

Isso esquentou meu coração para doar por inteiro na missão e na causa dos mais necessitados.

Qual o trabalho realizado?

Trabalhei oito anos coordenando 78 grupos de mútua ajuda no Regional Nordeste 1 da CNBB-Ceará e há três anos trabalho com acolhimento em casa de restauração de vidas para pessoas em situação de rua e drogadição.

O que representa essa missão para você?

Tudo. Tenho certeza que estou fazendo a vontade Deus pai, sendo imitador de seu filho Jesus Cristo. Os relatos dos Evangelhos mostram que Jesus compreendia bem a vida difícil que os pobres levavam e era bastante sensível às necessidades deles. Embora tivesse vivido no céu, Jesus abriu mão da sua vida celestial, nasceu como humano e ‘tornou-se pobre por nossa causa’. (2 Coríntios 8:9) Quando via as multidões, ele “sentia compaixão delas, porque andavam esfoladas e empurradas dum lado para outro como ovelhas sem pastor”.

Compartilhe:

Mês Vocacional 2026: comunidades que despertam, testemunham e enviam vocações

Dignidade da Mulher

Missão dos Seminaristas 2026 fortalece vocações e leva a presença da Igreja às comunidades da Diocese

Semana Diocesana de Liturgia reúne agentes de todas as foranias em cinco noites de formação

Diocese de Santo André celebra 72 anos com Missa em ação de graças na Catedral

“O pouco com Deus tem muita força”: Padre Zeca assume missão na Paróquia São João Batista

Padre Fernando Oliveira assume missão de administrador paroquial na Paróquia São Pedro e São Paulo

Jovens e adultos recebem o Sacramento da Crisma no Oratório Imaculada Conceição

“Visitem com amor, levando esperança”: seminaristas iniciam missão em Rio Grande da Serra

Na festa do Carmo, Dom Pedro recorda o exemplo de Maria