A Diocese de Santo André celebrou, na quarta-feira, 22 de julho, os 72 anos de sua criação. A Missa em ação de graças foi presidida pelo bispo diocesano, Dom Pedro Carlos Cipollini, na Catedral Nossa Senhora do Carmo, casa-mãe da Diocese.
Concelebraram o Padre Camilo Gonçalves de Lima, secretário episcopal, e o Padre Jean Rafael Eugênio de Barros, vigário-geral da Diocese e cura da Catedral. A celebração reuniu fiéis para agradecer a Deus pela história da Igreja de Santo André e por todas as pessoas que ajudaram a construí-la ao longo de mais de sete décadas.
Criada em 1954 pelo Papa Pio XII, a Diocese compreende os sete municípios do Grande ABC. Desde então, sua presença é marcada pelo trabalho de bispos, padres, diáconos, religiosos, religiosas, leigos e leigas que dedicaram a vida ao anúncio do Evangelho e ao cuidado das comunidades.
Logo no início da homilia, Dom Pedro apresentou o sentido daquela celebração para toda a Igreja Particular.
“Hoje nós celebramos 72 anos da criação da nossa Diocese de Santo André pelo Papa Pio XII. Nesta data, a nossa Eucaristia, a nossa ação de graças, sobe a Deus com mais fervor”, afirmou.
O bispo recordou que a história da Diocese foi construída pela dedicação de muitas pessoas, conhecidas ou anônimas, que trabalharam nas paróquias, comunidades, pastorais, movimentos e diferentes serviços.
“Quantos e quantos anos de dedicação de milhares de pessoas, cristãos e cristãs, fiéis, leigos e leigas, padres e vários bispos que por aqui passaram, todos trabalhando na vinha do Senhor”, disse Dom Pedro.
Celebrada no dia dedicado a Santa Maria Madalena, a Missa também ajudou os fiéis a compreenderem a missão que continua sendo confiada à Diocese. Discípula de Jesus, Maria Madalena permaneceu próxima do Mestre mesmo diante da dor da cruz e foi ao túmulo quando os apóstolos ainda estavam desanimados.
Ao reconhecer Jesus ressuscitado, ela recebeu a missão de anunciar aos discípulos que o Senhor estava vivo. Para Dom Pedro, essa mesma missão permanece no coração da Igreja.
“Qual é a missão da Igreja? É a mesma missão que Maria Madalena recebeu de Jesus: anunciar a Ressurreição”, explicou.
O bispo lembrou que a Igreja anuncia a vida em meio a uma realidade muitas vezes marcada por guerras, violência, ódio, sofrimento e desânimo. É justamente nesses lugares que o Evangelho precisa ser proclamado com esperança.
“Jesus tem a força de vencer a morte. A Igreja anuncia o Reino de Deus, esse Evangelho da vida. A última palavra é da vida, e não da morte”, afirmou.
Dom Pedro também recordou o lugar de Maria Madalena na vida da Igreja nascente. Foi a uma mulher que Jesus confiou a missão de levar a notícia da Ressurreição aos próprios apóstolos.
Segundo o bispo, Maria Madalena não deve ser confundida com Maria de Betânia ou com a mulher que lavou os pés de Jesus. Ela foi uma discípula curada pelo Senhor que, movida pela gratidão, passou a acompanhá-lo, a ouvir seus ensinamentos e a servir com fidelidade.
“Ela se torna uma discípula ativa, operosa, que ouvia, praticava e agora se torna missionária. Essa é a missão da Igreja: ouvir a Palavra, praticar a Palavra e levar a Palavra”, ensinou.
A missão de anunciar Cristo ressuscitado, acrescentou Dom Pedro, não pertence somente aos sacerdotes ou às pessoas que exercem algum serviço pastoral. Pelo Batismo, todos os cristãos são chamados a testemunhar a vitória de Cristo.
O bispo convidou a Diocese a continuar sendo uma Igreja acolhedora, próxima das pessoas e comprometida com o anúncio do Evangelho também por meio da própria vida.
“Se nós, como cristãos, formos tristes, desanimados e omissos, quem vai testemunhar a Ressurreição, que é vitória e vida?”, questionou.
Ao final da Missa, Dom Pedro dirigiu uma palavra de gratidão a todos os que fizeram parte da caminhada diocesana durante esses 72 anos.
“Um pensamento a todas as pessoas que, ao longo desses 72 anos, trabalharam e lutaram pela nossa Diocese. Muitos leigos, leigas e padres deram a vida pela nossa Igreja”, recordou.
O bispo pediu aos fiéis que amem a Diocese e também ofereçam seus dons a serviço dela, dando continuidade à história recebida daqueles que vieram antes.
“Que nós a amemos e possamos também nos dedicar a ela, porque a Igreja é querida por Cristo, a comunidade de fé chamada a anunciar ao mundo a Ressurreição e a vitória de Cristo”, afirmou.
Antes da bênção final, Dom Pedro reforçou que a missão da Igreja nasce do encontro e do amor por Jesus.
“É esse amor que movimenta o cristão para viver a sua fé no anúncio do Evangelho”, concluiu.






