Durante os dias 28 e 29 de março, a Diocese de Santo André viveu um tempo intenso de graça, oração e reconciliação com a realização das 24 Horas para o Senhor, proposta da Igreja Católica motivada pelo Papa Francisco desde 2014. Em todas as dez foranias da Diocese, as paróquias se revezaram diante do Santíssimo Sacramento, garantindo a presença constante de fiéis em oração, num gesto concreto de amor a Deus e de comunhão com a Igreja.
A abertura aconteceu na noite do dia 28 de março, no Santuário Senhor do Bonfim, na Forania Santo André Utinga. A missa foi presidida por Dom Pedro Carlos Cipollini, que conduziu os fiéis a refletirem sobre a misericórdia como expressão do amor de Deus. Em sua homilia, o bispo recordou que Deus não deseja a morte do pecador, mas sua conversão e salvação. “A misericórdia é sempre o gesto de abaixar-se, de ir ao encontro, de acolher”, explicou, destacando que o maior mandamento, segundo Jesus, é amar a Deus acima de tudo e ao próximo como a si mesmo. Um amor que precisa ser aprendido e escolhido a cada dia, com gestos concretos que vão além dos ritos e ofertas. “O que confere valor ao que fazemos é o amor. Por mais simples que seja o que fazemos, o amor diviniza”, afirmou.
Nas igrejas das dez foranias, o Santíssimo ficou exposto ao longo das 24 horas. Enquanto os fiéis permaneciam em oração, padres disponibilizaram-se para o sacramento da reconciliação, atendendo confissões e acolhendo, com paciência e escuta, cada pessoa que buscava retomar o caminho da graça.
A missa de encerramento aconteceu no dia 29 de março, na Paróquia Santo André, na Forania Santo André Centro. Mais uma vez, Dom Pedro presidiu a celebração, conduzindo a assembleia no mistério da misericórdia, agora à luz da parábola do filho pródigo. “A reconciliação é possível quando reconhecemos nossa miséria e tomamos a decisão de voltar”, disse o bispo, lembrando que Deus é o Pai que aguarda de braços abertos e nos acolhe sem lançar julgamentos. Falando também sobre liberdade, destacou que o verdadeiro sentido da vida está na capacidade de perdoar e de permitir que o outro recomece. “Temos muita dificuldade de perdoar. Mas Jesus é sempre bom em perdoar. E nós devemos buscar essa graça”, completou.
As 24 Horas para o Senhor foram um verdadeiro chamado à interioridade, à escuta, ao arrependimento e à comunhão. A participação expressiva dos fiéis reafirma a importância dessa proposta quaresmal, que reforça a centralidade da Eucaristia e da misericórdia como caminhos de preparação para a Páscoa.








