Diocese de Santo André

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Hoje, graças à Inteligência Artificial, estamos no limiar de mudanças significativas para a humanidade. Reflitamos aqui sobre este tema, a partir do que a Igreja indica, em especial o papa Leão XIV.

A Conferência anual de Roma sobre Inteligência Artificial, ocorrida em junho deste ano, mostra a urgência de uma reflexão séria sobre a dimensão ética da inteligência artificial, visando sua gestão responsável, ou seja, os benefícios e riscos da inteligência artificial devem ser avaliados em vista do bem da pessoa.

O benefício para a humanidade é inegável, porém, o acelerado desenvolvimento da inteligência artificial apresenta também questões sérias sobre o uso adequado desta tecnologia, para ajudar na busca de uma sociedade global justa e humana. Nunca se pode perder de vista que, embora seja um produto extraordinário do gênio humano, “ela é em primeiro lugar, um instrumento”.

Por definição os instrumentos remetem para a inteligência humana, que os produziu, e tiram sua força ética das intenções das pessoas que as utilizam. Em certos casos a inteligência artificial foi usada de modo positivo, para promover maior igualdade, porém, está sempre presente a possibilidade de ela ser mal utilizada, como por exemplo, para obter lucros ilícitos ou fomentar conflitos.

A Igreja, que tanto contribuiu com a cultura e o progresso – não podemos esquecer que a Universidade é uma invenção da Igreja Católica – deseja contribuir neste debate, realçando, sobretudo, a necessidade de avaliar as ramificações da inteligência artificial à luz do desenvolvimento integral da pessoa. Isto quer dizer: levar em conta não somente o desenvolvimento material, mas também intelectual e espiritual. E ainda, salvaguardar a dignidade inviolável de cada pessoa humana, respeitar a diversidade cultural e espiritual dos povos.

Hoje, nossas sociedades vivem uma espécie de eclipse do sentido humano, por isso, o debate sobre a ética no uso desta maravilha tecnológica, não pode deixar de existir. Como compreender a beleza, o progresso na saúde, na genética e a capacidade de gerir a realidade, dentro de um quadro ético adequado para a inteligência artificial?

Principalmente, as crianças e jovens devem ser ajudados no caminho de assumir a responsabilidade de gerir este novo instrumental, que tanto pode favorecer para o bem como para o mal, a depender do modo de utilizá-lo.

Nenhuma geração jamais teve acesso tão rápido à quantidade de informações atualmente disponível, graças à inteligência artificial. Contudo, mais uma vez, o acesso aos dados não deve ser confundido com a inteligência propriamente humana, pois somente a inteligência humana pode atingir a verdadeira sabedoria de vida, a qual vai muito além de ter à disposição os dados e informações através dos algoritmos.

A nova geração, que vai lidar e liderar através do uso da inteligência artificial, deverá integrar a verdade na sua vida moral e espiritual, incidindo, assim, sobre suas decisões maduras e abrindo o caminho para um mundo não só mais unido, mas também mais solidário.

+Dom Pedro Carlos Cipollini
Bispo de Santo André

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