Diocese de Santo André

Missa na catedral celebra 9 anos do Tribunal Eclesiástico Diocesano

No dia 18 de novembro, a Catedral Nossa Senhora do Carmo acolheu a Santa Missa em ação de graças pelos nove anos de criação do Tribunal Eclesiástico Diocesano de Santo André. A celebração foi presidida pelo bispo diocesano, Dom Pedro Carlos Cipollini, e contou com a presença do vigário judicial, padre Jean Rafael, oficiais, serventes e fiéis que acompanham de perto este serviço discreto e essencial para a vida da Igreja.

Na homilia, Dom Pedro partiu do encontro de Jesus com Zaqueu para iluminar o sentido cristão da justiça. Ao recordar o cobrador de impostos que, ao ser olhado com misericórdia, decide mudar de vida, o bispo afirmou que a lógica de Jesus não é de condenação imediata, mas de correção e conversão:
Segundo ele, “Jesus renova a lei, uma lei que era punitiva. Jesus faz dela corretiva, para corrigir primeiro antes de condenar.”

A partir disso, chamou atenção para a realidade de tantos homens e mulheres que hoje vivem à margem, marcados por sistemas que apenas punem e descartam. A justiça do Evangelho, porém, segue outro caminho:
“A justiça de Cristo não destrói quem erra; ela abre portas para a mudança de vida, para a reconciliação, para recomeços possíveis”, refletiu o bispo.

Dom Pedro também lembrou o testemunho de Eleazar, o idoso que preferiu a fidelidade à aliança com Deus em vez de ceder às pressões para abandonar a Lei de Moisés, e dos apóstolos que deram a vida pelo Evangelho. Esses exemplos, explicou, mostram que a verdadeira justiça cristã está sempre ligada à fidelidade ao Reino de Deus e à lei do amor, “que renova os corações e renova também a concepção de justiça”.

Nesse contexto, o bispo apresentou a missão do Tribunal Eclesiástico Diocesano como expressão concreta dessa justiça iluminada pela fé. Comparou a Igreja a uma grande família, em que conflitos e feridas precisam ser tratados com cuidado e proximidade:
“Na grande família que é a Igreja, quando surgem questões e feridas entre os filhos, o pai não cruza os braços. Ele busca a reconciliação, a verdade e a paz”, afirmou.

E completou, relacionando esse papel à atuação do Tribunal:
“O tribunal eclesiástico existe para ajudar a garantir a harmonia da Igreja, a harmonia entre os batizados, sempre dentro do horizonte da fé e da misericórdia.”

Dom Pedro agradeceu a Deus por todo o bem realizado nesses nove anos e dirigiu uma palavra de reconhecimento aos que se dedicam a esse serviço: padres, diáconos, leigos e leigas que se formam e se dispõem a ouvir, estudar e acompanhar situações tantas vezes dolorosas. “Que o Senhor recompense cada um e vos mantenha firmes nessa missão de acolher, orientar e pacificar corações”, pediu o bispo ao final da homilia.

Após a Comunhão, o vigário judicial, padre Jean Rafael, também dirigiu algumas palavras aos presentes, situando a caminhada do Tribunal no contexto de uma Igreja que quer viver o caminho sinodal. Ele lembrou que a administração da justiça na Igreja não pode ser indiferente ao sofrimento das pessoas:
“Também na administração da justiça somos chamados a caminhar juntos, unindo justiça e misericórdia, especialmente quando recebemos fiéis feridos, necessitados do bálsamo da misericórdia”, afirmou.

Ao falar sobre o processo canônico, padre Jean ressaltou que a finalidade última não é apenas emitir sentenças, mas ajudar a fazer brilhar a verdade:
“O processo canônico é um caminho para fazer brilhar a verdade sobre situações concretas da vida dos batizados, sejam leigos ou clérigos, sempre em vista da salvação das almas”, explicou.

Ele recordou ainda que o Tribunal Eclesiástico Diocesano foi erigido para servir à Diocese em todas as matérias que tocam a vida sacramental e a comunhão eclesial, não só em causas matrimoniais. “Trata-se de uma colaboração judiciária em consonância com o pastoreio do nosso bispo, em favor da paz, da justiça e da harmonia das relações dentro da comunidade eclesial”, sublinhou.

Em nome de toda a equipe, o vigário judicial agradeceu a confiança e o apoio de Dom Pedro:
“Agradecemos ao nosso bispo pela confiança, pela proximidade e pelo incentivo permanente, que nos ajudam a viver esse serviço não apenas como função técnica, mas como verdadeira missão na Igreja”, disse.

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