Diocese de Santo André

Mães que Oram pelos Filhos se reúnem na Cúria para tarde de formação e adoração

A tarde de 7 de fevereiro reuniu, no auditório da Cúria Diocesana, mães do movimento Mães que Oram pelos Filhos para o 4º Encontro do grupo. Com o tema Mães fortalecidas na oração através da Eucaristia e Adoração, o encontro começou com a acolhida e a entrada de Nossa Senhora, seguiu com a palavra do bispo diocesano, Dom Pedro Carlos Cipollini, e com a formação conduzida pelo assessor eclesiástico, Padre Fernando Valladares. Na sequência, as participantes viveram a adoração ao Santíssimo Sacramento e um momento mariano com partilha e oração.

Logo no início, Dom Pedro Carlos Cipollini dirigiu-se às mães, afirmou sentir alegria ao ver mulheres reunidas em oração e situou esse gesto no contexto social do país, pedindo que a intercessão das mães também alcance a superação da violência e da discriminação contra a mulher. Dom Pedro recordou realidades dolorosas como o feminicídio e os assassinatos de mulheres, relacionando a cultura do machismo à necessidade de conversão pessoal e comunitária. Ao falar sobre a força da oração, explicou que a tradição espiritual a chama de onipotência suplicante, porque, ao rezar, o coração se abre para Deus habitar e agir. Antes de se despedir para outro compromisso pastoral, convidou todos a rezarem juntos uma Salve-Rainha, concedeu a bênção e seguiu para a Paróquia São Pedro e São Paulo, onde encontraria os jovens para o Sacramento da Confirmação.

Na sequência, Padre Fernando Valladares conduziu a formação, retomando o tema do encontro a partir da centralidade da Eucaristia. Ele apresentou às mães uma imagem forte: quem recebe a Eucaristia é chamado a tornar-se Eucaristia na vida de alguém, alimento, presença e cuidado. e lembrou que isso ganha um sentido ainda mais concreto na vocação materna. Ao acolher o grupo, também alertou para os riscos de se deixar conduzir pelos “venenos do tempo”, citando o crescimento de discursos de ódio e desejos de destruição entre pessoas, especialmente em períodos de tensão social. Para ele, a identidade de uma mãe que ora começa por uma mudança de vida e por uma fidelidade cotidiana, sem depender de aprovação alheia.

Com linguagem simples e direta, Padre Fernando propôs um breve exercício de interioridade, convidando as mães a reconhecerem a “luz” que carregam no coração, às vezes forte, às vezes pequena, mas viva, e a perceberem onde Deus pede que essa luz alcance a própria casa e os filhos. Em seguida, conduziu a leitura e a partilha de trechos bíblicos, começando por 1 Samuel 1,10-20, ao apresentar a oração perseverante de Ana, e passando por Mateus 15,21-28, ao refletir sobre a súplica insistente da mulher cananeia. A catequese foi construída a partir de experiências concretas: humilhações, espera, medo, cansaço, situações em que uma mãe insiste pelo filho quando ninguém mais acredita, e, ainda assim, não abandona a oração.

Antes da adoração, cada participante recebeu um pequeno coração de papel como sinal do que carrega por dentro. A orientação foi que as mães escrevessem nele os nomes dos filhos e também de outras pessoas confiadas à sua intercessão, aquilo que desejavam colocar aos pés de Jesus. A tarde então entrou no momento de adoração ao Santíssimo Sacramento, com cânticos e recolhimento, ponto alto do encontro em sintonia com o tema proposto.

Após a adoração, a programação prosseguiu com um momento mariano conduzido por Elaine Guedes, com palavras voltadas a fortalecer o coração das mães, pedindo a intercessão da Virgem Imaculada sobre as famílias.

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