Na manhã do Domingo de Páscoa, a Igreja Diocesana se reuniu para a celebração presidida por Dom Pedro Carlos Cipollini, na casa mãe da diocese, Catedral Nossa Senhora do Carmo, marcada pela alegria da ressurreição e por um gesto concreto de unidade entre as comunidades. Ao final da missa, o bispo entregou, nas mãos de cada representante das 106 paróquias da Diocese de Santo André, os Santos Óleos abençoados na Missa Crismal da manhã de Quinta-feira Santa, 2 de abril. Antes da entrega, foi recordado que aquele gesto deveria ser levado às comunidades como sinal da comunhão com a Igreja-mãe da Diocese e da força de Cristo ressuscitado na vida sacramental do povo de Deus.
Em sua homilia, Dom Pedro colocou no centro da celebração o núcleo da fé cristã. Ao comentar o Evangelho proclamado, recordou que a ressurreição de Jesus não é um detalhe da fé, mas o seu fundamento. “Jesus ressuscitou. É a ressurreição. Esse mistério profundo é o centro da nossa vida de celebração, da nossa liturgia, da nossa fé”, afirmou. Em seguida, retomando São Paulo, reforçou que tudo na vida da Igreja se sustenta nessa verdade: “Se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa fé”.
Ao longo da pregação, o bispo explicou que a Páscoa não pode ser compreendida apenas como lembrança da morte de Jesus, mas como a manifestação do amor que venceu a própria morte. “O que salva é o amor. Por amor, Jesus se submeteu a tudo isto”, disse. E completou com uma afirmação forte: “De dentro da morte Ele destruiu a morte”. Na reflexão de Dom Pedro, a cruz apareceu, mais uma vez, não como sinal de fracasso, mas como o lugar onde Cristo testemunhou o amor até o fim e abriu para a humanidade o caminho de uma nova criação.
O bispo também destacou que o Domingo de Páscoa é a maior solenidade da vida cristã. “O domingo da Páscoa, o dia da Páscoa, é a maior festa litúrgica. Mais do que o Natal”, afirmou, ao recordar que a ressurreição não é o retorno de um cadáver à vida antiga, mas a entrada na vida nova e gloriosa. A partir disso, mostrou que a vitória de Cristo muda o horizonte de quem crê: “O mundo do pecado não tem futuro”, enquanto tudo aquilo que nasce de Deus, como a fraternidade, a justiça, a partilha e a vida em família, permanece e floresce.
Em outro momento da homilia, Dom Pedro aproximou a Páscoa da vida concreta dos fiéis e insistiu que o amor cristão não é discurso nem sentimento vazio. “Amor não é sentimentalismo. Amor é uma graça de Deus”, afirmou. Depois, recordou que amar é também uma escolha e uma escola de serviço. “O amor é serviço”, disse, ligando essa verdade ao gesto de Jesus no lava-pés e à necessidade de vencer o individualismo com a disponibilidade para o bem, o cuidado e a fraternidade.
Retomando ainda os sinais sacramentais da vida da Igreja, o bispo fez menção aos óleos que seriam entregues às paróquias depois da celebração. Recordou que o Santo Crisma, o óleo dos catecúmenos e o óleo dos enfermos são sinais da força de Cristo ressuscitado agindo no meio do seu povo. “Esses sacramentos que nós recebemos são sinais da força de Cristo ressuscitado agindo em nós”, afirmou. Na sequência, encorajou os agentes de pastoral presentes a voltarem às suas comunidades como testemunhas da ressurreição, com a mesma atitude do discípulo que, diante do sepulcro vazio, viu e acreditou.
Antes da entrega dos santos óleos, o bispo diocesano relembrou sobre o momento vivido e que eles fossem levados e apresentados nas missas das comunidades, como expressão visível da unidade diocesana. “É um grande sinal da unidade esse momento em que vêm aqui na Igreja-mãe da Diocese, a Catedral, para receber das mãos do bispo não só a bênção, mas esses óleos”, ressaltou.
Na sequência, Dom Pedro entregou pessoalmente os Santos Óleos a cada representante das 106 paróquias. Um a um, os fiéis se aproximaram para receber o Crisma, o óleo dos catecúmenos e o óleo dos enfermos, abençoados e consagrados na Missa Crismal da Quinta-feira Santa. No encontro com cada representante, o bispo dirigiu também sua saudação de Feliz Páscoa, estendendo esse desejo à comunidade paroquial e às famílias, num gesto simples e muito expressivo da proximidade do pastor com seu povo.
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