Diocese de Santo André

Paróquia São Bento celebra 60 anos de história e comunhão em São Caetano do Sul

A Paróquia São Bento, em São Caetano do Sul, viveu no domingo, 15 de fevereiro, a alegria do Jubileu de 60 anos de sua criação. A Missa em ação de graças foi presidida pelo bispo diocesano, Dom Pedro Carlos Cipollini, e concelebrada pelo pároco Pe. José Pedro Teixeira de Jesus (Padre Pedro), com a assistência do Diácono Celso Sais.

Na homilia, Dom Pedro conduziu a assembleia a partir da liturgia do dia, recordando que, antes de partilhar o Pão eucarístico, a Igreja se alimenta do Pão da Palavra. “É o mesmo Jesus, pão da palavra que se faz pão eucarístico”, afirmou, ao introduzir a reflexão.

Ao comentar a segunda leitura, o bispo lembrou que “a sabedoria de Deus é desconhecida dos grandes deste mundo” e que a mentalidade humana, muitas vezes, sustenta sua segurança “no poder, na fama, nos bens materiais”. Para ele, essa lógica se distancia do Evangelho e pode até reduzir o ensinamento cristão ao deboche, porque “por não conhecer a sabedoria de Deus, Jesus foi crucificado”, já que incomodava ao revelar um modo novo de viver.

Dom Pedro explicou que a lei de Deus não existe para diminuir a liberdade, mas para protegê-la e orientá-la. “Não são normas para nos proibir, nos impedir de ser livres, mas, pelo contrário, são corrimões que nos ajudam a caminhar no caminho da vida, no caminho da felicidade”, disse. Em seguida, usou um exemplo concreto ao falar do risco de escolhas que parecem livres, mas ferem a própria pessoa: “Eu não posso usar droga porque isso daí vai me destruir, mas eu faço o que eu quero”. E completou que, quando alguém abandona os mandamentos por acreditar que eles oprimem, pode entrar “num caminho que muitas vezes a leva à destruição”.

Em sintonia com o Evangelho, Dom Pedro recordou que Cristo não veio abolir a Lei, mas conduzi-la à perfeição, chamando cada fiel a uma adesão verdadeira, que não se limite ao exterior. “A aceitação da lei de Deus, da lei do amor, não pode ser algo só exterior, mas tem que brotar do coração”, alertou. Ao explicar, retomou o mandamento “não matar” e apontou que a violência pode acontecer também por dentro, em sentimentos cultivados e alimentados: “Você pode matar de outros jeitos, com a tua inveja, com a maledicência, com o teu ódio”. E resumiu o convite de Jesus: “É preciso limpar o nosso coração”.

O bispo ainda ligou a purificação interior à reconciliação concreta, capaz de atravessar até as fases difíceis da vida. “Nosso coração deve ser bom, libertado de todo pensamento de ódio, egoísmo, e assim você será uma pessoa reconciliada”, disse, apontando que essa reconciliação alcança Deus, os irmãos e a criação. Para ele, mesmo quando há limites e sofrimentos, “você será feliz, porque o teu coração é uma fonte pura, de bondade”. E reforçou a confiança na graça: “Pode parecer impossível, mas para Deus tudo é possível. Basta você querer que ele ajuda”.

Ao final da homilia, Dom Pedro conduziu a comunidade ao sentido próprio do Jubileu: agradecer pela história construída e pelo bem semeado ao longo do tempo. “Nós não temos como medir a força, a quantidade, o poder da graça transmitida aqui nesta comunidade paroquial ao longo dos 60 anos”, afirmou, recordando a vida sacramental, a proclamação da Palavra e os gestos de amor e caridade vividos por tantos paroquianos.

No ofertório, agentes de pastorais entraram levando placas representando as pastorais, sinal de que a vida da paróquia se sustenta na entrega de muitos, em diversas frentes, ao longo das décadas.

Na conclusão da celebração, Padre Pedro também partilhou com a comunidade a própria memória afetiva e vocacional ligada à história do lugar. “Essa paróquia tem um mistério bom. É um mistério bom”, afirmou, ao recordar frutos que nasceram dali: “Daqui já saíram padres, já saiu religiosos, já saiu bispo”. Ele recordou as origens, quando a realidade era marcada pela escassez de presbíteros, e a comunidade contou por longo tempo com a presença do diácono Pedro Tramontina. “Daqui já saiu diáconos também. Então, veja que maravilha”, acrescentou, lembrando ainda “vários ministérios que surgiram ao longo do tempo”.

Entre os testemunhos, o paroquiano Senhor Venite recordou a perseverança da comunidade desde os tempos do diácono Tramontina e citou missões simples que marcaram sua vida, como buscar a comunhão consagrada na Paróquia Nossa Senhora da Candelária nas primeiras horas do domingo. “Eu só tenho que agradecer inclusive os padres que aqui passaram e a comunidade”, disse, ao mencionar também as obras realizadas com o esforço de todos: “Para essa igreja ficar do jeito que ela está, graças à comunidade São Bento que colaborou sempre quando pedido”.

Outro paroquiano lembrou que atravessar 60 anos não é fácil e que, nesse período, a paróquia acompanhou mudanças e desafios. Ele recordou que, no início, São Bento ainda não era paróquia e citou os primeiros passos ligados à Candelária. Ao relacionar com a homilia, afirmou: “A perseverança é que faz permanecer aquilo que é bom”. Ele também recordou que a caminhada não foi apenas de facilidades, mas que “a graça de Deus permaneceu” e que muitos colaboradores já partiram, deixando uma herança de serviço. Ao falar do trabalho conjunto, sintetizou: “Para uma equipe ser fantástica, tem que ter um líder”.

A celebração do Jubileu reuniu, numa mesma ação de graças, a memória dos que abriram caminhos, a fidelidade de quem sustentou a comunidade ao longo dos anos e a presença de tantos que seguem construindo a vida paroquial hoje.

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