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Diocese de Santo André

Manhã de espiritualidade fortalece caminhada do Serviço de Escuta Cristã

A Comunidade Nossa Senhora Aparecida, pertencente à Paróquia Nossa Senhora de Fátima, na Forania São Bernardo Rudge Ramos, acolheu na manhã de sábado, 21 de março, o Encontro Diocesano de Espiritualidade dos agentes do Serviço de Escuta Cristã. A iniciativa marcou um passo importante na organização dessa pastoral em âmbito diocesano e reuniu agentes que já atuam nas comunidades, além de representantes das coordenações das foranias.

A abertura foi conduzida pelo assessor eclesiástico do Serviço de Escuta Cristã, Padre Francinaldo de Sousa Justino, ao lado das coordenadoras diocesanas. Em sua fala inicial, o sacerdote recordou que essa caminhada ainda é recente na Diocese e ressaltou o caráter de estruturação vivido nos últimos meses.

“Estou como assessor diocesano há seis meses. É um trabalho novo nesse sentido, até porque também há o serviço da escuta. Na Diocese, estava ainda sem essa organização e coordenação diocesana. Então eu estou para ajudar”, afirmou.

Ao explicar o papel de cada integrante nesse processo, Padre Francinaldo também ressaltou a contribuição das leigas e profissionais que vêm ajudando a consolidar esse serviço na Diocese, agradecendo às coordenadoras diocesanas, às psicólogas Aubrey Abreu e Wilma Pereira, e a leiga Adriana Balero. Em outro momento, reforçou o valor daquele encontro para a caminhada que está sendo construída: “É a primeira vez que a gente está tendo essa oportunidade de reunir todos para a gente apresentar, se apresentar, porque é tudo muito novo, de seis meses para cá”.

Na acolhida aos participantes, as coordenadoras diocesanas expressaram a alegria pelo primeiro encontro promovido já sob a identidade de pastoral do Serviço de Escuta. “Hoje é nosso primeiro encontro e é a primeira vez que a gente faz um encontro como pastoral do Serviço de Escuta, porque agora a gente chama pastoral”, disseram. Também incentivaram os agentes a permanecerem unidos na missão ao longo da agenda formativa prevista para este ano: “Vamos seguir firmes na nossa missão de escuta”.

O momento de espiritualidade foi conduzido pelo Padre João Aroldo Campanha, que propôs uma profunda reflexão sobre o sentido cristão da escuta. Logo no início, ele indicou o eixo central da meditação ao afirmar que esse serviço exige, antes de tudo, uma disposição interior. “Para escutar bem o outro, eu tenho que me escutar. Escutar a Palavra e escutar o outro que é para mim imagem e semelhança de Deus”, afirmou.

Ao longo da reflexão, Padre João Aroldo recordou que a pessoa acolhida nesse serviço deve ser vista com dignidade, mesmo em meio às dores e fragilidades que carrega. “O outro que está na minha frente é Jesus. Jesus que pode estar desfigurado. Jesus que pode estar ferido. Jesus que pode estar completamente perdido”, disse.

O sacerdote também chamou atenção para uma atitude essencial no Serviço de Escuta Cristã: acolher sem julgamento. Em uma das falas mais fortes da manhã, ele sublinhou que muitas vezes a pessoa não procura uma resposta imediata, mas alguém que a receba com seriedade e respeito. “Muitas pessoas, o que elas precisam é de um ouvido que não julgue, que acolha a pessoa como ela é”, refletiu.

Padre João Aroldo ainda insistiu sobre a responsabilidade e a maturidade necessárias para quem assume esse serviço na Igreja. Ao tratar do sigilo e da postura esperada dos agentes, afirmou: “O que se escuta, morre conosco ali”. E completou: “Antes de tudo, estamos ali para ser o ouvido para o outro, para a outra. O ouvido não julga”.

Outro ponto abordado na reflexão foi a necessidade de rever preconceitos e de olhar para cada pessoa a partir da dignidade de filho e filha de Deus. Ao comentar o modo como Jesus se relacionava com aqueles que encontrava, Padre João Aroldo destacou: “Jesus trata com a mulher imediatamente como igual”. A partir disso, convidou os agentes a se perguntarem como enxergam aqueles que se aproximam da Igreja e do serviço de escuta.

Após a espiritualidade, os participantes viveram o momento de vivência e partilha, marcado pela escuta mútua e pela troca de experiências entre os presentes. A proposta ajudou a aprofundar os pontos meditados durante a manhã e reforçou a importância de uma pastoral que se constrói com sensibilidade, responsabilidade e presença.

O encontro também expressou o fortalecimento dessa caminhada diocesana, que começa a ganhar forma nas foranias com coordenações próprias e agenda de formação. Mais do que uma atividade pontual, a manhã revelou o desejo de consolidar, na Diocese de Santo André, um serviço que acolha com atenção aqueles que chegam à Igreja trazendo dores, dúvidas e buscas profundas.

Clique aqui e veja o álbum completo.

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