Na manhã do Domingo de Ramos, Dom Pedro Carlos Cipollini presidiu a Santa Missa na Comunidade Nossa Senhora Aparecida, na Quarta Divisão, em Ribeirão Pires, pertencente à Paróquia Santa Luzia. Concelebrou o pároco, Padre Thiago Batista da Silva, e o Diácono Vagner Monteiro da Silva.
A celebração começou na antiga capela de Nossa Senhora Aparecida, onde foi realizada a bênção dos ramos antes da procissão. Na acolhida inicial, o bispo diocesano convidou os fieis a entrarem na Semana Santa contemplando, ao mesmo tempo, a entrada de Jesus em Jerusalém e o caminho de entrega que passa pela cruz e culmina na ressurreição. Em seguida, na oração de bênção, Dom Pedro pediu a Deus que santificasse os ramos, para que o povo pudesse seguir com alegria o Cristo Rei e chegar à eterna Jerusalém. Depois da aspersão com água benta e da proclamação do Evangelho, teve início a caminhada até a nova capela da comunidade.
A procissão reuniu os fiéis que, com os ramos nas mãos, seguiram em oração, recordando o povo que aclamou Jesus em sua entrada em Jerusalém. O gesto marcou o início da celebração da Paixão do Senhor e introduziu a comunidade no mistério central da fé cristã: a morte e a ressurreição de Jesus.
No início da homilia, Dom Pedro recordou a missão do bispo de estar próximo do povo e caminhar pela Diocese. “O lugar do bispo celebrar é na Catedral, mas o bispo não pode ficar só na sua casa, ele tem que ser missionário, andar pela diocese. Por isso vim aqui celebrar com vocês”, afirmou.
Ao refletir sobre a Paixão do Senhor, Dom Pedro explicou que a cruz só pode ser compreendida à luz do amor. “Jesus que morre na cruz, uma morte horrível, nós sabemos que o que salva não é o sofrimento, mas é o amor”, disse. Em seguida, recorreu à imagem de pais que permanecem ao lado do filho mesmo quando ele erra gravemente, para mostrar que Cristo não abandonou a humanidade em seu pecado, mas entrou no sofrimento humano para revelar a fidelidade do amor de Deus.
O bispo também sublinhou que o amor não se impõe. “Ele poderia obrigar todo mundo a aceitar o amor, mas isso seria contra o próprio amor. O amor você não aceita por lei, por obrigação, por imposição, pela violência. É uma adesão livre do coração”, ressaltou. Para Dom Pedro, é justamente por isso que Jesus manifesta o amor do Pai entregando a própria vida: “A cruz foi o único lugar que sobrou para ele mostrar o amor de Deus por nós.”
Ao tratar da vitória de Cristo, Dom Pedro lembrou que Jesus venceu não pela força, mas pela obediência ao Pai. “Jesus é obediente ao Pai, ele ama, esse é o mandamento do Pai. Ele foi obediente até a morte”, afirmou. E, ao aproximar essa verdade da vida dos fiéis, acrescentou: “Vivemos num mundo cheio de ódio, violência, divisão, guerras, mas nós não acreditamos nisto. Isso não é a solução.”
Ao final, Dom Pedro convidou a comunidade a guardar os ramos em casa como sinal concreto de pertença a Cristo. “Levem esses ramos pra casa, coloquem num lugar que vocês sempre possam ter. Ele vai secar, mas vai lembrar a você que você pertence a Jesus e ao seu Reino. O reino de amor, de paz, de fraternidade”, disse.
A Semana Maior é o tempo mais profundo e decisivo do ano litúrgico, porque nela a Igreja revive os mistérios centrais da salvação: a paixão, morte e ressurreição de Jesus. Mais do que recordar fatos do passado, esses dias santos convidam os fiéis a acompanhar o Senhor mais de perto, renovar a própria adesão ao Evangelho e preparar o coração para a alegria da Páscoa. Esse sentido foi recordado também no envio final da celebração, ao convocar o povo a viver a semana em oração, caridade e compromisso cristão.
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