Diocese de Santo André

No Domingo de Páscoa, Diocese de Santo André é entregue à proteção de São Miguel Arcanjo

No fim da tarde do Domingo de Páscoa, 5 de abril, a Paróquia Nossa Senhora das Graças, conhecida como Santa, em Diadema, recebeu a celebração na qual a Diocese de Santo André foi consagrada a São Miguel Arcanjo. Presidida por Dom Pedro Carlos Cipollini, a Santa Missa foi concelebrada pelo pároco, Padre Vinícius Ferreira Afonso, e contou também com a presença do Padre Willian Maia Gomes Leite. Logo após a procissão de entrada, a imagem de São Miguel foi acolhida pela comunidade, adentrando pelo corredor central da igreja em um momento de grande emoção para os fiéis. A celebração seguiu com a bênção da imagem e o início da missa.

Na homilia, Dom Pedro inseriu a celebração dentro do coração da fé cristã: a Páscoa do Senhor. Ao recordar o caminho quaresmal vivido pelo povo de Deus até o Tríduo Pascal, o bispo afirmou que aquele era um dia de verdadeira alegria para a Igreja. Ele recordou que a ressurreição de Cristo dá sentido pleno à vida cristã e resumiu esse mistério com uma afirmação forte: “a redenção vem pela força da cruz”. Para o bispo, Jesus atravessa a morte e a vence não pela violência, mas pela entrega total ao Pai e ao seu projeto de amor.

Dom Pedro também insistiu que a vitória de Cristo não está no sofrimento em si, mas no amor com que Ele assumiu a cruz. Ao explicar isso, afirmou que “o que vence é o amor” e aproximou essa verdade da vida cotidiana dos fiéis, mostrando que também os sacrifícios humanos só ganham sentido quando são vividos por amor. Ao comentar o Evangelho do túmulo vazio, ressaltou que a mensagem da Páscoa é uma mensagem de alegria, porque “Deus garante-nos a vitória do amor”, mesmo em meio a um mundo ferido pela corrupção, pela violência e pela busca desenfreada de poder.

Em outro momento da reflexão, o bispo convidou a assembleia a olhar para o alto e a viver os valores que não passam. Disse que “o que tem futuro é o amor, as obras de Deus, o cumprimento da Palavra de Deus” e recordou que a fidelidade a Cristo é o caminho seguro, mesmo quando a travessia parece difícil. Foi dentro dessa perspectiva pascal que ele introduziu a intercessão de São Miguel Arcanjo, lembrando que a Diocese já havia sido confiada a Nossa Senhora Aparecida e que, agora, pedia também a proteção daquele que a Igreja invoca como defensor.

Ao concluir a homilia, Dom Pedro relacionou diretamente a ressurreição de Cristo com a consagração que seria feita em seguida. Ele explicou que São Miguel é invocado como guardião e defensor na luta contra o mal, e afirmou: “Hoje vamos pedir a São Miguel Arcanjo que interceda diante de Deus”. Em seguida, acrescentou que a Diocese seria entregue à sua proteção “para que Ele interceda diante de Deus e nos defenda das forças do Maligno”, destacando que nada era mais oportuno do que viver esse gesto justamente no dia em que Cristo vence a morte.

Após a oração do Credo, diante da imagem de São Miguel, Dom Pedro pediu que os padres se aproximassem e convidou os fiéis a estenderem as mãos, unindo-se à oração de consagração. Na prece, confiou a São Miguel toda a Diocese de Santo André e o Grande ABC, citando os sete municípios que a compõem e pedindo proteção contra a maldade e as ciladas do demônio. Também suplicou que o Arcanjo percorresse a Diocese para afastar “toda a violência, toda a corrupção, tudo aquilo que prejudica a vida dos filhos de Deus”, além de defender o clero, os fiéis comprometidos com a Igreja e todos os que lutam para permanecer fiéis a Jesus Cristo.

Depois da oração pós-comunhão, Padre Vinícius explicou à assembleia o passo seguinte da celebração. Ele recordou que a comunidade vivera, sobretudo como Diocese, aquele gesto de consagração a São Miguel e anunciou que a imagem seria entronizada na ermida preparada no espaço externo da paróquia.

Já no coreto, a celebração prosseguiu com a oração a São Miguel Arcanjo composta pelo Papa Leão XIII, retomando uma súplica tradicional da Igreja em tempos de combate espiritual. Ao final da oração, foi pedido que Deus protegesse a Diocese contra Satanás e contra todos os espíritos malignos, para que ela permanecesse consagrada “na justiça e na paz”. Na sequência, Padre Vinícius depositou uma coroa aos pés da imagem, em homenagem a São Miguel Arcanjo, e Dom Pedro concedeu a bênção final, desejando que os fiéis saíssem confortados, firmes diante das dificuldades e sustentados pela vitória de Cristo e pela comunhão dos santos.

Após a bênção, foi feito o descerramento da placa da ermida, que registra a consagração solene da Diocese de Santo André ao Arcanjo São Miguel e a inauguração do memorial como sinal de sua proteção sobre esta Igreja particular. Ao agradecer a presença do bispo, Padre Vinícius afirmou que a decisão foi tomada “atendendo ao clamor de nossos fiéis” e acolhida com alegria pela comunidade. Assim, no mesmo dia em que a Igreja celebrou a ressurreição do Senhor, a Diocese confiou sua caminhada à intercessão daquele que é invocado como Príncipe da Milícia Celeste.

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