A Forania Mauá celebrou, na quinta-feira, 4 de junho, a Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo com missa campal presidida pelo bispo diocesano, Dom Pedro Carlos Cipollini, na Avenida Portugal. A celebração reuniu mais de 5 mil fiéis, com a presença do clero forâneo e do vigário forâneo, Padre Josemar Inácio.
As comunidades paroquiais de Mauá se reuniram em torno da Eucaristia para viver uma das solenidades mais importantes do calendário litúrgico da Igreja. A celebração expressou, de forma pública, a fé na presença real de Cristo no Santíssimo Sacramento e a unidade das paróquias da forania.
Na homilia, Dom Pedro saudou os padres presentes na pessoa do Padre Josemar Inácio e recordou também o Padre Cláudio Tafarello, do Santuário Diocesano, que se recuperava e acompanhava a celebração em oração. Ao iniciar sua reflexão, o bispo apresentou o sentido da solenidade como um dia de ação de graças: “Hoje é o dia da ação de graças, do agradecimento. Dia de olharmos para Jesus na Eucaristia e dizermos: muito obrigado, Senhor, porque quisestes ficar conosco”.
Dom Pedro recordou que a Igreja se reúne em torno de Jesus, presente na Palavra proclamada e na Eucaristia celebrada. Segundo ele, a vida cristã precisa desses dois alimentos. “Se nós tivéssemos só a Palavra, seríamos como alguém que tem uma perna só. Mas nós temos as duas pernas: a Palavra e a Eucaristia”, afirmou.
Ao refletir sobre a primeira leitura, o bispo comparou a travessia do povo de Deus no deserto com os desafios da vida atual. Assim como o maná sustentou o povo no caminho, a Eucaristia sustenta os cristãos em meio às dificuldades. “É nesse deserto que somos alimentados pelo pão da Eucaristia”, disse Dom Pedro, ao lembrar que a fé também pode ser enfraquecida diante de tantas situações que ameaçam a vida.
O bispo também explicou que a comunhão não é apenas o momento em que o fiel recebe Jesus, mas uma união profunda com Ele. “Não é só Jesus que vem a nós, mas nós também vamos a Jesus para sermos transformados, modificados, purificados na nossa vida”, ressaltou.
Dom Pedro ainda recordou que, na Quinta-feira Santa, a Igreja celebra a instituição da Eucaristia, mas é na Solenidade de Corpus Christi que manifesta publicamente sua gratidão a Cristo presente no Santíssimo Sacramento. “A Igreja instituiu essa festa do Corpo e Sangue de Cristo para nós podermos manifestar publicamente nossa gratidão a Jesus”, afirmou.
Após a liturgia eucarística e a comunhão, teve início a procissão com o Santíssimo Sacramento em direção ao Santuário Diocesano da Imaculada Conceição. Pelas ruas de Mauá, os fiéis caminharam em oração, acompanhando Jesus Eucarístico em um gesto público de unidade e adoração.
Durante o percurso, o Santíssimo passou pelo tapete de 70 metros, confeccionado durante a madrugada pelos jovens. O trabalho, preparado com cuidado e dedicação, expressou a participação das novas gerações na vida da Igreja e deu ainda mais beleza ao caminho percorrido pelas comunidades.
A solenidade deixou uma imagem forte para os fiéis: uma multidão reunida nas ruas, jovens que trabalharam durante a madrugada, comunidades caminhando juntas e o Santíssimo Sacramento passando pelo coração da cidade. Como recordou Dom Pedro, “a Eucaristia nos fortifica para viver a caridade”, chamada concreta para que a fé celebrada no altar também se traduza em vida, serviço e comunhão.
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