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Diocese de Santo André

Vocação que se faz serviço: Diocese celebra os diáconos e a admissão de Kalil às Ordens Sacras

A festa de São Lourenço, diácono e mártir, reuniu a Diocese de Santo André em uma celebração marcada pela gratidão ao Diaconato Permanente e por mais um passo de uma vocação que segue sendo discernida. Na noite de 10 de agosto, na Paróquia Santa Rita de Cássia, na Vila São José, em Diadema, Dom Pedro Carlos Cipollini presidiu a Santa Missa durante a qual Kalil Chagaban foi admitido entre os candidatos às Ordens Sacras.

A celebração contou com a presença dos diáconos permanentes, familiares, membros da Escola de Formação Diaconal Diocesana “Santo Efrém Diácono”, sacerdotes e fiéis. Logo no início da homilia, Dom Pedro recordou que a Diocese conta atualmente com 49 diáconos permanentes e manifestou a esperança de que, em breve, esse número aumente.

Celebrado pela Igreja como padroeiro dos diáconos, São Lourenço serviu a Igreja de Roma no século III e entregou a própria vida no martírio. Dom Pedro recordou que, quando as autoridades exigiram que apresentasse os bens da Igreja, Lourenço reuniu pobres, enfermos e necessitados e os apresentou como seu verdadeiro tesouro.

A vida do santo ajudou o bispo a aprofundar o Evangelho proclamado naquele dia, no qual Jesus compara sua entrega ao grão de trigo que precisa cair na terra e morrer para produzir frutos.

“Se o grão de trigo caído na terra não morre, ele fica só, fica isolado, não serve. Mas, se morrer, produz muitos frutos”, recordou Dom Pedro. Para ele, essa morte também precisa acontecer no coração de cada discípulo. “Essa morte é você deixar de fazer sua própria vontade para fazer a de Deus.”

O bispo explicou que seguir Cristo exige deixar para trás o egoísmo, o individualismo e a busca dos próprios interesses. “A vida verdadeira e abundante é encontrada não na busca egoísta, mas na entrega, no serviço.”

Ao falar diretamente aos diáconos, Dom Pedro lembrou que esta palavra define de maneira especial a própria vocação diaconal. “A verdadeira grandeza do Reino de Deus é encontrada no serviço aos outros. Quem é o maior? Disse Jesus: o maior é aquele que serve.”

Na missão da Igreja, acrescentou, cabe aos diáconos tornar visível esse modo de viver de Jesus. “Os diáconos são aqueles que, na Igreja, devem sinalizar o Cristo Servo.” E agradeceu pelo testemunho daqueles que conciliam família, trabalho e ministério para servir às comunidades: “Vocês encontram ainda este tempo para se dedicar aos irmãos, servindo o Evangelho. Que Deus os abençoe muito e recompense, não com a glória do mundo, mas com a glória eterna.”

Um passo público no caminho vocacional

Após a homilia, teve início o Rito da Admissão entre os Candidatos à Ordem Sacra. A admissão ainda não é a Ordenação Diaconal. É uma etapa na qual aquele que já iniciou sua formação manifesta publicamente à Igreja o desejo de continuar preparando-se para, após o devido discernimento, receber futuramente a Sagrada Ordem. A Igreja acolhe esse propósito e continua acompanhando o candidato por meio da formação, da vida comunitária e da oração.

O diácono permanente Sandro Bermudes, diretor executivo da Escola de Formação Diaconal Diocesana “Santo Efrém Diácono”, chamou Kalil pelo nome. Diante de Dom Pedro e da comunidade, ele confirmou o desejo de continuar sua preparação para o Diaconato e de servir fielmente a Cristo e à Igreja, respondendo “Quero” às duas perguntas feitas pelo bispo.

Ao final, Dom Pedro acolheu seu propósito: “A Igreja recebe com alegria o seu propósito. Deus, que o inspirou, te dê a graça de realizá-lo”.

Gratidão pelo diaconato

Ao final da celebração, o pároco da Paróquia Santa Rita de Cássia, Padre José Osvaldo, falou de sua proximidade com a vocação diaconal. Recordou que, em seus quase 26 anos de sacerdócio, nunca celebrou uma Missa sem pedir a Deus novas vocações.

“Nesses meus quase 26 anos de padre, nunca celebrei uma missa sem pedir a Deus que envie muitas vocações. Gosto muito da vocação diaconal permanente. Tive muitas e boas experiências com os diáconos”, afirmou, agradecendo também a presença de Dom Pedro e de todos os que participaram da celebração.

O diácono Marcelo Cavinato, coordenador dos diáconos permanentes da Diocese, também agradeceu pela acolhida e deixou um pedido que resumiu o espírito daquela noite. Disse rezar diariamente para que Deus conceda aos diáconos “muito serviço, muita responsabilidade, cada vez mais na evangelização e no trabalho caritativo na nossa Diocese”.

E concluiu com uma expressão simples e direta sobre a vocação ao serviço: “Quanto mais trabalho, mais evangelização nós tivermos, menos o nosso ego vai crescer. Menos ego e muito mais trabalho.”

Antes da bênção, Dom Pedro agradeceu ainda às famílias dos diáconos pelo apoio oferecido à vocação e pediu que eles permanecessem unidos, ajudando-se na missão e também pela correção fraterna. “A vocação de vocês realmente é dom de Deus”, afirmou.

No dia de São Lourenço, a Diocese celebrou, assim, aqueles que já fazem do serviço sua missão e acompanhou Kalil em um novo passo de seu caminho. Um chamado que continua sendo amadurecido sob a mesma palavra deixada por Cristo e testemunhada pelo santo diácono: servir.

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