É difícil uma pessoa ficar indiferente quando o assunto é política. Ainda mais nesse momento que o Brasil vive. Há alguns dias, um colega pediu, em uma rede social, que todos seus amigos que gostavam de um determinado partido o excluíssem do seu círculo de amizades.
É natural que cada pessoa analise a situação política a partir de um ponto de vista diferente. Mas isso justifica o rompimento de um relacionamento? O Brasil é um estado democrático. Ninguém é obrigado a dividir a mesma opinião do outro. Todos têm o direito de ter seu posicionamento diante das coisas.
Se formos analisar a questão à fundo, vemos que todos têm um ponto comum: ver um país mais justo e melhor para seus cidadãos. Porém, uns entendem que é melhor por determinado caminho, enquanto os demais veem o outro lado como melhor escolha.
E vale a pena perder uma amizade por causa disso? Por que nós, enquanto cristãos, não buscamos o diálogo e a escuta? Por que somos tão radicais e intolerantes com o que é diferente?
Lembremos que Jesus sempre foi de encontro com o que era ignorado pela sociedade, como os pobres, os doentes, as prostitutas. Jesus abraçou o pecador, mesmo rejeitando o pecado. Então por que nos afastar de alguém que pensa de modo diverso? Esse alguém é nosso irmão em Cristo!
É claro que também devemos buscar um país melhor a partir do nosso cotidiano. Será que eu nunca ocupei a vaga de um idoso ou cadeirante no estacionamento? Nunca mexi no celular enquanto dirigia ou tentei me beneficiar, furar filas, pagar menos impostos por meio de manobras?
Peçamos que Deus ilumine o Brasil diante das dificuldades políticas e econômicas. Mas façamos também a nossa parte. Que sejamos justos e honestos em nossas atitudes. E que saibamos respeitar as diferenças criando pontes entre nós, jamais muros.
Lígia Valezi da Silva