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Diocese de Santo André

Em palestra, bispo ensina que o mal se desconcerta quando encontra a bondade

Grande parte dos quinhentos agentes da Pastoral Diocesana da Criança esteve na manhã do dia 6 de agosto no auditório da Curia Diocesana, no Centro de Santo André, para participar do Encontro de Líderes, onde Dom Pedro Cipollini proferiu a palestra “O Ano da Misericórdia e o Bom Samaritano”. Ele foi recepcionado pelo Padre Márcio, assessor espiritual e Elisabete Sorvillo Alves, coordenadora desta pastoral que em 2017 completa 30 anos em nossa diocese.

Nesta aula de reflexão sobre a misericórdia, o bispo diocesano disse que “Para sermos perfeitos como o Pai é preciso ser misericordioso”. E que: “Violência não se combate com violência. O mal se desconcerta quando encontra a bondade”. E mais: “Diferente do que propagava o filósofo Friedrich Nietzsche, que dizia que o homem se torna um fraco quando opta pela misericórdia, a verdade é que longe da misericórdia a humanidade só produz guerras”. Assim explica-se por que “Os misericordiosos é que ganharão o Reino do Céu, e que é preciso ser forte para perdoar”.

Em outra linha de raciocínio, Dom Pedro salientou que “Papa Francisco tem nos alertado que maior que a crise econômica é a crise antropológica. Está faltando valorizar o ser humano. O deus dinheiro é mais forte. É preciso ganhar 200%. Se comerem um ‘veneno’ posto na comida, e ficarem doente, o azar é deles”.

A parábola – tema da palestra – nos pergunta quem é o próximo. E Dom Pedro esclarece que “Engana-se quem pensa que o próximo é só quem é da família ou do rol de amigos. Na verdade o próximo é aquele que necessita de algo. O problema é que a gente se acostumou a se afastar do problema. E assim, não nos aproximamos”.

O bispo também nos ensina que primeiro é preciso aproximar do sofrimento. Depois, ter compaixão e por fim fazer algo possível. “O levita e o sacerdote não pararam para socorrer. O que nos leva a concluir que orar sem misericórdia é por água em lata furada”, sentenciou. Em seguida disse que “a estalagem representa a Igreja, onde encontramos um local para nossa recuperação. O bom samaritano ao entregar o vitimado para o dono da estalagem fez um ato missionário, e que levou o estaleiro a ser também misericordioso”.

Para Dom Pedro, Deus é quem se aproxima de nós. Não merecemos a misericórdia dele, mas a necessitamos. “O próximo é você que se aproxima de quem precisa. Já que quem precisa está enfraquecido, sem condições de se aproximar, até para pedir ajuda. É como vocês agentes da Pastoral da Criança que se aproximam da criança que necessita de algo. A gente nem imagina o que seria de tantos lugares sem o trabalho da Pastoral da Criança. A diocese agradece imensamente o trabalho de cada um dos agentes”.

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