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Diocese de Santo André

Acolhendo e Evangelizando todos os povos

A Praça da Matriz, em Santo André foi no final de semana de 29 e 30 de setembro a casa de vários povos ao receber a 3ª Festa das Nações, promovida pelo Pastoral Diocesana do Migrante. Do Chile ao Japão ou da Costa do Marfim à Itália, pessoas de vários países se reuniram para uma confraternização e celebrar a pátria acolhedora, o Brasil.

O domingo ainda contou com a Santa Missa presidida pelo bispo diocesano Dom Pedro Carlos Cipollini, que prestigiou a festa. Descendente de italiano, o pastor da Igreja do Grande ABC pediu para que os fiéis sempre possam ser acolhedores. “Que possamos acolher os que vêm de longe buscando uma vida mais digna, mais justa, que muitas vezes não encontraram no seu local de origem. Que possamos a partir da fé compreender o coração de Deus, que é amor, misericórdia e união entre nós”, frisou o bispo.

Para o Pe. Jean Dickson Saint-Claire, assessor diocesano da pastoral, a festa é para dizer que todos são irmãos. “Somos filhos do mesmo Pai, que nos deu Jesus Cristo para mostrar o caminho da fraternidade, do respeito, da acolhida. Estamos aqui celebrar o encontro dos povos, das nações e este dia diz tudo para nós. Somos Igreja e imigrantes. A Igreja tem a dimensão acolhedora e o evangelho é para todos. Estamos aqui para o Reino, que nos faz irmãos e irmãs”, disse o sacerdote.

Segundo um dos coordenadores, Francisco Carlos da Costa, a integração dos povos é o maior objetivo da festa. “A função principal é estarmos juntos, acolher nossos amigos, nossos irmãos. Esta festa está se tornando tradicional e vai crescer muito nos próximos anos”, prevê.

Confraternização

Para os estrangeiros, a festa é um excelente momento de confraternização. “É muito bonito estar aqui, muito diversificado, com pessoas de vários países”, disse Isabel Duarte Pino, que deixou o Chile aos 22 anos, em 1976, devido ao golpe militar. “Vim com meu filho e meu marido. Agora, tenho mais três. Tenho uma vida maravilhosa aqui. Mas, claro, que visito o Chile quase todos os anos porque minha família toda está lá”, completou.

Quem também vive feliz no Brasil é o português Manoel Simões Santos, 74, e que veio para o Brasil com 25. “Na época, eu vim para cá pelo mesmo motivo que os jovens brasileiros estão indo para minha terra agora. E digo: o Brasil é a melhor terra do mundo, se não tivesse tanta gente querendo ter vantagem em tudo… Mas é o melhor local. Sempre fui feliz aqui, onde casei e tive meus três filhos”, contou. “A Festa é muito boa porque posso conhecer pessoas de outras nacionalidades, como os árabes, por exemplo,”, frisou.

Com o tema “Somos todos migrantes”, a Festa das Nações contou em seus dois dias com comidas típicas de diversas nações, apresentações culturais, danças, entre outras atrações.

Clique aqui e veja todas as fotos.

 

Texto e fotos de Thiago Silva

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