Diocese de Santo André

Boas férias

 Em tempos de férias a tendência é sair para passear e descansar. Nada melhor que as férias. Elas trazem junto a ideia de distração e descanso. Boas férias, em lugares agradáveis e em companhia de entes queridos, é a melhor imagem do paraíso. Proporciona descanso. E nós não chamamos o paraíso de descanso eterno? Pelo paraíso nem todos suspiram, mas por férias sim.

A palavra férias, que vem do latim, evoca a ideia de tempo vago que você vai preencher como achar melhor, fazendo coisas diferentes. Mas evoca muito mais a ideia de repouso.

A ideia de repouso quer dizer pousar, depositar. Deixar abaixar a poeira levantada por tantas atividades nas quais estamos imersos, às vezes, como que flutuando. Então é necessário repousar. Pousar de novo, descansar, o que não pode confundir com preguiça, férias de preguiça cansa.

É bom fazer algo nas férias, algo diferente e agradável. O descanso das férias está ligado a este fazer algo diferente e prazeroso.

Nossas inúmeras atividades nos distraem de nós mesmos; nos desconcentram de nosso centro, por isso, às vezes, ficamos irritados ou até deprimidos. É então que ouvimos os outros dizerem: precisa tirar férias! Neste sentido, as férias devem nos ajudar a retomar o contato íntimo e profundo conosco mesmo, e com nossa raiz mais elementar que é Deus. De fato, não podemos tirar férias de Deus, assim como não tiramos férias de nós mesmos, embora muitas pessoas tenham vontade.

Vontade de tirar férias de si mesmo! O que não é possível. No entanto, podemos dar férias aos outros de nós, o que não é de todo desaconselhável. Férias para descansar não pode ser fuga, mas distração, a qual através do contato com a natureza nos reconduza para dentro de nós mesmos e nos coloque em contato com nossas motivações mais profundas.

O papa Pio XII, certa vez chamou de “heresia do ativismo” a vida centrada num fazer contínuo e sem descanso, tão próprio da nossa época. Semana passada almoçando em um restaurante, sentou-se ao meu lado um casal que espalhou na mesa vários papéis. Enquanto os analisavam também falavam ao celular. Levaram o trabalho para o almoço. Assim, como alguns levam o trabalho para as férias. Os circunstantes observavam quietos, mas com o olhar todos pareciam reprovar.

E, no entanto, conforme o relato bíblico, Deus já nos deu o exemplo, fazendo-nos entender que precisamos descansar. O trabalho não pode escravizar ninguém. Lê-se na Bíblia que “No sétimo dia, Deus terminou todo o seu trabalho e então descansou” (Gn 2, 2). Que as férias nos proporcionem um bom descanso.

Dom pedro Carlos Cipollini, Bispo Diocesano de Santo André

Compartilhe:

nomeacoes

Nomeações e provisões – 08/04/2026

No Domingo de Páscoa, Diocese de Santo André é entregue à proteção de São Miguel Arcanjo

“Em Cristo nós somos vitoriosos”: Domingo de Páscoa reúne fiéis e representantes das 106 paróquias

Vigília Pascal anuncia a Luz de Cristo e a alegria da ressurreição

Entre a Cruz adorada e o silêncio das ruas, Diocese viveu a Sexta-feira Santa em oração e contemplação

Quinta-feira Santa recorda a Instituição da Eucaristia e o amor que se faz serviço

Catedral do Carmo acolhe a Missa da Unidade com bênção dos Santos Óleos e promessas renovadas

Homilia Missa Crismal

SOFRIMENTOS DE CRISTO

Com ramos nas mãos, fiéis revivem a entrada de Jesus em Jerusalém e iniciam a Semana Santa