Diocese de Santo André

Missa Crismal 2025 reúne clero e fiéis na Catedral e renova a esperança da Igreja diocesana

Na manhã da Quinta-feira Santa, 17 de abril, a Catedral Nossa Senhora do Carmo acolheu a Missa Crismal presidida por Dom Pedro Carlos Cipollini. A celebração, que reúne o presbitério da Diocese de Santo André, é sinal visível da unidade da Igreja e do serviço pastoral que nasce da unção. Nesta liturgia solene, são abençoados os óleos dos catecúmenos e dos enfermos, e é consagrado o Santo Crisma, que será utilizado ao longo do ano nas paróquias da Diocese para a celebração dos sacramentos.

O rito teve início com o canto de abertura e a entrada das imagens dos padroeiros dos cinco lugares santos, recordando a força evangelizadora e a esperança viva nos lugares de peregrinação. Durante a acolhida, destacou-se o Jubileu Ordinário de 2025 e a elaboração do 9º Plano Diocesano de Pastoral. A Liturgia da Palavra trouxe leituras que iluminavam o chamado à missão e a unção como sinal de envio, culminando na proclamação do Evangelho de Lucas, onde Jesus anuncia: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque Ele me consagrou com a unção”.

Na homilia, Dom Pedro refletiu sobre a beleza da fé e o sentido da missão: “Jesus é tudo para nós, que somos um povo sacerdotal. O amor d’Ele nos liberta dos pecados e nos envia como missionários. Todos os batizados crismados são encarregados de anunciar a Boa Nova, curar, libertar, consolar, ungir com o óleo da alegria do Espírito Santo e proclamar o Ano da graça de Deus”.

Voltando-se aos presbíteros, afirmou: “O sacerdote é exemplo de Jesus, é o servo de todos pela doação da vida, pela entrega generosa no dia a dia, nas pequenas coisas que se tornam grandes porque tocadas pela graça de Deus”. Ao agradecer o sim de cada padre, Dom Pedro recordou: “A presença de todos aqui hoje mostra o quanto progredimos como presbitério. Que essa unidade seja estímulo para a união de todo nosso povo, que tem a missão de caminhar juntos”.

Com simplicidade e profundidade, o bispo diocesano também fez recomendações práticas e espirituais aos padres: “Recomendo como pai e pastor: celebrem a missa diária, e se possível, rezem uma vez por mês a Missa votiva ao Espírito Santo. Perseverem e não desanimem em meio às dificuldades. Proximidade com Deus, com o povo, com o presbitério e com o bispo é essencial. Pensem em Jesus, e tudo o que é difícil se tornará mais leve”.

Após a homilia, teve lugar a renovação das promessas sacerdotais. Em comunhão com o bispo e diante do povo de Deus, os presbíteros reafirmaram seus compromissos ministeriais, renovando o chamado recebido no dia da ordenação. Em seguida, a assembleia foi convidada a rezar por seus padres e também pelo bispo, num gesto de profunda comunhão entre pastores e fiéis.

Na sequência, realizou-se o rito da bênção e consagração dos óleos. Em procissão, os diáconos permanentes conduziram ao altar os vasos com os óleos, sendo apresentados o óleo dos catecúmenos, sinal da força de Deus na vida dos que se preparam para a fé; o óleo dos enfermos, consolo para quem sofre; e o Santo Crisma, consagrado solenemente por Dom Pedro com oração, imposição das mãos dos presbíteros e o sopro do Espírito. O Crisma será utilizado nos sacramentos do batismo, da crisma, nas ordenações e na consagração de altares.

A celebração prosseguiu com a Liturgia Eucarística. No altar, o sacrifício de Cristo foi renovado na presença do povo reunido, com o prefácio próprio que recorda o sacerdócio de Cristo e o ministério dos padres. A comunhão, vivida com profundo recolhimento, trouxe à memória a aliança eterna de Deus com o seu povo. Ao fim, antes da bênção final, a Oração do Jubileu de 2025 foi rezada por toda a assembleia, pedindo que a graça deste ano santo reavive em todos o desejo dos bens celestes e derrame sobre o mundo a paz do Redentor.

Como sinal de comunhão com a Igreja que caminha sinodalmente, Dom Pedro presenteou cada presbítero com um exemplar do documento final da XVI Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos — Por uma Igreja Sinodal (Documentos da Igreja 75), incentivando a leitura e a partilha desse conteúdo. Com esse gesto, renovou o compromisso da Diocese de Santo André em continuar sendo uma Igreja que escuta, participa e se compromete com a missão.

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