Diocese de Santo André

Ecumenismo até dentro do lar familiar

Elaine Melo e Ed Carlos Amorim de Melo são casados há 11 maravilhosos anos, segundo os próprios, e com um detalhe precioso: Ela é católica, fiel na Matriz de Mauá, a Paróquia Imaculada Conceição, e ele, luterano. A diferença de religião não foi capaz de construir um muro no matrimônio, que serve de exemplo para os fiéis que participaram do dia 28 de maio a 4 de junho da Semana de Oração pela Unidade Cristã.

A Diocese de Santo André também vivenciou a Semana e realizou no dia 1º de junho, no auditório da Cúria, uma Celebração Ecumênica, que contou com a presença de católicos e luteranos, entre eles o casal Elaine e Ed Carlos. “Vou ao culto aos domingos e deixo ela sempre na Missa. Quando há festas na Igreja de um, o outro acompanha. Conseguimos levar nossa vida ecumênica normalmente. Eu a conheci como católica praticante e eu era luterano”, contou Ed Carlos.

Se não há muros no casamento, também não deve ter no diálogo entre as religiões. Segundo o bispo da Diocese de Santo André, Dom Pedro Carlos Cipollini, que presidiu a celebração, é preciso que os cristãos deem o exemplo de perdão. “O mundo necessita de embaixadores da reconciliação, que destruirão barreiras, construirão pontes, promoverão a paz e abrirão portas para novos caminhos de vida em nome daquele que nos reconciliou com Deus, Jesus Cristo. Seu Espírito Santo indica o caminho na estrada para a reconciliação em seu nome”, frisou. “O sentimento de união precisa se impor ao nosso coração não como ornamento à fé, mas como uma exigência da fé”, destacou.

Para o ministro Paulo Sérgio Macedo, representante dos Luteranos, a Semana de Oração anteceder ao Pentecostes faz lembrar o início da Igreja. “No sopro do Espírito aos discípulos, nasce e vivifica a Igreja. Somos barro animados pelo sopro de Deus. Temos que compreender o que age na Igreja são os dons do Espírito Santo. Não há muros capazes de parar o sopro de Deus. Podemos construir as muralhas, mas ainda é possível permitir uma unidade cristã. Todas as igrejas, todas as denominações surgem do mesmo sopro vivificador”, disse.

Segundo o padre Renato da Silva Fernandes, Assessor da Equipe Ecumênica e de Diálogo Inter-Religioso Diocesano, os cristãos precisam almejar a unidade, uma vontade que brota do coração de Cristo.  “Jesus deixou o sonho da unidade, mas a atitude é nossa. Que deixemos de construir mais muralhas e, quem sabe, tirar tijolos, percebendo que o mais importante é viver a unidade, é viver o amor”, frisou.

Viver o amor assim como como o casal Ed Carlos e Elaine. “Nossa fé é maior e nos une. Gostamos de trocar informações também. Por isso, sempre nos entendemos muito bem”, assegurou Elaine, que deixou a dica para os fiéis.

Reportagem e fotos por Thiago Soares

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