Diocese de Santo André

O que precisamos fazer quando faltar a fé e a oração?

O Evangelho de São Marcos, capítulo 9, versículos de 14 a 29, coloca-nos diante de um pai desesperado, alguém que já esgotou todos os recursos para ver o filho curado e liberto. Desde criança, este é oprimido por um demônio que causava nele uma terrível epilepsia.

A falta de fé do pai levou-o a procurar todo tipo de ajuda em muitos lugares, mas, agora, ele estava diante de Jesus, Aquele que, de fato, poderia curá-lo.

Aflito, o pai diz ao Senhor: “Se podes fazer alguma coisa, tem piedade de nós e ajuda-nos” (v. 22). Esse modo de falar revela a atitude de alguém que já está prestes a desistir, revela desespero e não fé. Por isso, Jesus o exorta: “Se podes! Tudo é possível para quem tem fé!” (v. 23).

Então, o pai, com humildade, reconhece sua falta de fé e pede socorro. Na verdade, não é só o filho que precisa de ajuda, mas também o genitor. Jesus vem em auxílio deles, liberta o filho e devolve a fé àquele pai.

Fé e oração caminham juntas?

Dessa forma, o Senhor revela duas realidades fundamentais para quem quer viver liberto: fé e oração.

No tempo em que vivemos, só é possível sobreviver se tivermos fé e se mantivermos uma constância na oração. Não existe outro modo.

Jesus é Aquele que, de fato, pode trazer uma solução às realidades mais difíceis e para isso é preciso ter fé. Se não recorrermos a Ele, as coisas vão ficando cada vez mais difíceis. O bom é que sempre podemos recorrer ao Senhor.

Não podemos ter medo de assumir, diante de Jesus, nossa falta de fé e pedir que Ele a aumente; isso é sinal de humildade e desejo sincero de mudança. E fé aqui não é apenas crer em Jesus, mas crer também naquilo que Ele pode fazer, visto que Ele realmente pode!

O caso desse filho é uma situação de muito sofrimento não somente para ele, mas para o próprio pai. Não sei se você conhece alguém que sofreu algum tipo de crise epiléptica, é muito doloroso para quem está tendo a crise e desesperador para quem está ali próximo tentando ajudar. Se a pessoa não tem um pouco de instrução de como lidar com essa situação, realmente fica difícil fazer alguma coisa. Nesse caso narrado pelo Evangelho, a causa da epilepsia estava vinculada a um ataque do demônio, isso agrava ainda mais a situação para o pai, que, muito provavelmente, tenha sido alvo de zombaria e desprezo por parte das pessoas que estavam ali apenas para ver o “espetáculo”. A atitude de Cristo foi a de libertar o filho e devolver a alegria para o genitor. Jesus agiu de maneira muito respeitosa para com a situação, e, na verdade, o fez porque teve compaixão, viu o sofrimento daquele jovem e de seu pai.

Confie em Deus

A fé que o Senhor nos exorta a ter é uma atitude de confiança n’Ele e, ao mesmo tempo, uma atitude de misericórdia e compaixão para com aquele que sofre. Foi por isso que Ele afirmou que alguns demônios só são expulsos pela oração, ou seja, por uma intimidade e confiança em Deus. Quando oramos, depositamos em Deus nossa confiança e cremos que Ele verdadeiramente pode agir e mudar a situação. É também uma atitude de abandono n’Ele.

Esse Evangelho é um verdadeiro convite de Deus, para que renovemos nossa confiança e fé n’Ele, e também um convite para uma vida de oração mais intensa e verdadeira.

Deus abençoe você e aumente sua fé!

Fonte: Canção Nova

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