Diocese de Santo André

André: Um santo cuja história precisa ser conhecida

Como assessor de imprensa da Diocese de Santo André, ouvi em diversos momentos o desejo do bispo diocesano, Dom Pedro Cipollini para que os diocesanos e diocesanas procurassem conhecer a linda história de André, o primeiro apóstolo escolhido por Jesus, e que após sua morte, crucificado em um madeiro em forma de “X”, foi reconhecido pela Igreja por sua condição de santo, tornando-se Santo André.

A fala do bispo tem todo sentido. Afinal, Santo André é o Padroeiro de nossa Diocese. Diocese essa, que leva o seu nome. Ele é reverenciado na data de 30 de novembro, dia em que a tradição crista recorda seu martírio, ocorrido do ano 63, sob o império de Nero.

André nasceu em Betsaida e foi inicialmente, discípulo de João Batista, que um dia ao ver passar Jesus (quando voltava o deserto depois do jejum e das tentações) exclamou: “Eis aí o cordeiro de Deus”. André naquele momento se emocionou ao ouvir semelhante elogio e foi atrás de Jesus, que o convidou: “Venha e verá”. Esse chamado mudou sua vida para sempre. Aquela tarde, André passou com Jesus.

Também é muito conhecida a passagem em que André foi até seu irmão Simão (que passaria mais tarde a se chamar Pedro), e lhe disse: “encontramos o Salvador do mundo” e o levou onde estava Jesus. Em outro importante momento: dia do milagre da multiplicação dos pães, foi André quem levou a Jesus o menino que tinha os cinco pães e dois peixes. Santo André presenciou a maioria dos milagres que fez Jesus e escutou, um por um, seus maravilhosos sermões, vivendo junto dele por três anos.

Este apóstolo de Jesus também era conhecido por: o Afável, e foi o primeiro a receber de Cristo o título de Pescador de Homens, tornando-se o primeiro a recrutar novos discípulos para o Mestre. Era filho de Jonas e segundo as Escrituras esteve sempre próximo ao Cristo durante sua vida pública. Estava presente na Última Ceia, viu o Senhor Ressuscitado, testemunhou a Ascensão, recebeu graças e dons no primeiro Pentecostes e ajudou, entre grandes ameaças e perseguições, a estabelecer a Fé na Palestina, passando provavelmente por Cítia, Épiro, Acaia e Hélade. É honrado como padroeiro da Rússia e da Escócia.

O Evangelho menciona o apóstolo André em três momentos: na multiplicação dos pães, quando apresenta o menino com alguns pães de cevada e poucos peixinhos; quando se faz intermediário do desejo dos forasteiros vindos a Jerusalém para serem apresentados a Cristo, e quando com a sua pergunta provoca a predição por Jesus da destruição de Jerusalém.

Do livro: “Um santo para cada dia”, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini, extraímos que após a Ascensão, a Escritura cala por completo o seu nome. Os numerosos escritos apócrifos que procuram preencher de algum modo esse silêncio são muito cheios de fábulas para merecer crédito. A única notícia provável é que André tenha anunciado a Boa Nova em uma região de bárbaros, a selvagem Sícia, na Rússia meridional, como refere o historiador Eusébio. Também a respeito do seu martírio não há informações certas. A morte na cruz (uma cruz de braços iguais) é referida por uma Paixão apócrifa. Igual incerteza têm as suas relíquias, que teriam sido transportadas de Patrasso, provável lugar do seu martírio, para Constantinopla, depois para Amalfi. A cabeça, trazida a Roma em 1462, foi restituída à Grécia pelo Papa Paulo VI.

Pesquisa e texto de Humberto Domingos Pastore

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