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Diocese de Santo André

Todos os Santos

Iniciamos o mês de novembro com a festa litúrgica de “Todos os Santos”. Ela veio do Oriente e foi instituída em Roma, pelo Papa Bonifácio IV no ano 609 para o mês de maio. Foi mudada para 1 de novembro em 1475 pelo papa Sisto IV.

No calendário da Igreja estão assinalados somente os nomes daqueles cuja vida foi reconhecida exemplar. Mas são santos todos os que se salvam e esperam de salvar-se pelos méritos de Jesus. É um dia de festa na Igreja porque ela mesma é chamada de Povo Santo de Deus.
A Bíblia ensina que somente Deus é santo. Ele, porém, comunica a santidade. É um Deus santificador, e deseja que sejamos santos: “Sede santos porque eu sou santo”(Lv 19,2; 20,26). Jesus é o Santo de Deus e santifica os cristãos pela força do Espírito Santo. Ele recomenda: “Sede perfeitos como vosso Pai celeste é perfeito” (Mt 5,48). E São Paulo escreveu: “A vontade de Deus é esta: a vossa santificação” (1Ts 4,3).

Os santos são os amigos íntimos de Deus que cumprem a sua vontade. Não ocupam o lugar de Deus. Eles são “heróis da fé” vivida no amor. É o amor que santifica e salva. O santo, após a morte, assegura a Bíblia, está com Deus e reina com Ele (cf. Ap 4,4) e intercedem por nós (cf. Ap 5,8). Deus opera milagres por intercessão dos santos. São Pedro e São João curam um paralítico em nome de Jesus (At 3,1-9). Deus fazia prodígios por meio de São Paulo (cf. At 19,11-12). Mas é Jesus o único mediador e é sempre em nome de Jesus, que os santos nos ajudam.
O Concílio Vaticano II fala da vocação universal à santidade (cf. LG, 40). Todos somos chamados a ser santos. Na simplicidade do dia a dia da vida. Vivenciando as coisas comuns com muito amor. O que faz o santo é a vida no puro amor de Deus, e não os milagres. Neste mês será beatificado o Padre Donizetti Tavares de Lima, que foi pároco de Tambaú-SP. Dia após dia, sem se cansar dedicou-se aos pobres por amor a Deus e, quando cansado, amava o cansaço por amor aos irmãos.

Entender o chamado à santidade que advém de nosso batismo, é encaminhar-se para a plenitude da vida cristã e a perfeição na caridade. É  assumir esta vocação que nos realiza plenamente e humaniza a sociedade.

* Artigo de Dom Pedro Carlos Cipollini para o Jornal A Boa Notícia

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