Pular para o conteúdo principal

Diocese de Santo André

SOLENIDADE DE TODOS OS SANTOS: Um chamado à santidade à luz das bem-aventuranças!

A liturgia de hoje é um sinal de amor de Deus-Pai para conosco, seus filhos adotivos. A Igreja se alegra e volta seu olhar e seu coração ao céu e rende graças ao contemplar a multidão que participa da glória de Deus, celebrando a solenidade de todos os Santos. Os santos, que já chegaram à presença de Deus, mantêm conosco laços de amor e comunhão.
Atesta-o o livro do Apocalipse, quando nos fala dos mártires intercessores: “Vi debaixo do altar as almas dos que tinham sido mortos, por causa da Palavra e Deus e por causa do testemunho que deram.
E clamavam em alta voz: Tu, que és o Poderoso, o Santo, o Verdadeiro!” (GE 4). Na Exortação Apostólica Gaudete et Exsultate, escrita pelo Papa Francisco, o termo santidade traduz o encontro da fragilidade humana com a força da graça, e por isso ser santo é tornar-se plenamente humano (GE 34). “A santidade é feita de abertura habitual à transcendência, que se expressa na oração e na adoração” (GE 146). A santidade é fruto do Espírito (GE 15). Ele purifica, ilumina (GE 24), encoraja, é parresia, é ousadia, é impulso evangelizador que deixa marca neste mundo (GE129). O dinamismo do Espírito Santo modela nossa existência sobre a vida de Jesus ressuscitado e enche de alegria a vida dos discípulos de Cristo (GE 124).
O Evangelho segundo Mateus (cf. 5,1-12a) convida-nos a reconhecer a verdade do nosso coração, para ver onde colocamos a segurança da nossa vida. “Feliz os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus” (v.3), Jesus chama feliz os pobres em espírito, os que têm o coração pobre, onde pode o Senhor entrar o Senhor com sua incessante novidade.
“Feliz os mansos, porque possuirão a terra” (v.5). A mansidão é a expressão da pobreza interior, de quem deposita a sua confiança apenas em Deus. Como diz Jesus, “Aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para o vosso espírito (Mt 11,29). “Felizes os que choram, porque serão consolados” (v.4). É os que são capazes de reconhecer a necessidade de, em meio às suas aflições, chorar no seu coração, capazes de se deixar consolar por Jesus, saber chorar com os outros. “Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados” (v.6); esta justiça começa por se tornar realidade na vida de cada um, quando se manifesta a busca da justiça para os pobres e vulneráveis.
“Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia” (v.7); é reconhecer que mesmo em nossa fragilidade fomos olhados com compaixão divina. “Felizes os puros de coração, porque verão a Deus” (v.8). Esta bem-aventurança diz respeito a quem tem um coração simples e puro.
Na Bíblia, o coração significa as nossas verdadeiras intenções: “o homem vê as aparências, mas o Senhor olha o coração” (1Sm 16,7). “Felizes os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus” (v. 9); os pacificadores são fonte de paz, constroem paz e amizade social. Aqueles que cuidam de semear a paz para todos. “Felizes os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o Reino do Céu” (v.10); para viver o Evangelho, não podemos esperar que tudo à nossa volta seja favorável, pois as perseguições são inevitáveis àqueles que assumem a missão de Jesus. E o maior incentivo para a busca da santidade numa vida realmente bem-aventurada, feliz segundo os critérios evangélicos, vem da promessa de Jesus: “Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus” (Mt 5, 12).
Vivamos com intensidade e alegria a busca pela santidade, o rosto mais belo da Igreja!

* Artigo por Romário da Rocha Cunha, Seminarista Diocesano 

Compartilhe:

“Alargar a tenda do coração”: Presbíteros da Diocese de Santo André vivenciam retiro anual em Itaici

Homilia de Dom Pedro na missa do primeiro dia do Retiro dos Presbíteros 2026

“A misericórdia deve passar através de nós”: romaria reúne cerca de 3 mil diocesanos em Atibaia

HOMILIA | 24º Domingo do Tempo Comum

“Onde existe a caridade organizada, o Reino de Deus chegou”, afirma Dom Pedro nos 39 anos da Pastoral da Criança

Retiro diocesano do Movimento da Cultura da Divina Misericórdia convida fiéis a viver o perdão

“A Cruz é amor”: Dom Pedro reflete sobre o perdão durante Vésperas Solenes

Dom Pedro celebra a Natividade de Nossa Senhora em comunidade de Diadema

Grito dos Excluídos reforça compromisso com a vida e a Casa Comum