Nos dias 22 e 23 de setembro, atendentes paroquiais da Diocese de Santo André participaram da proposta anual de formação voltada ao serviço nas secretarias paroquiais. As foranias foram divididas entre as duas datas, mas receberam a mesma programação, preparada para oferecer formação, orientação e também um espaço de escuta sobre as situações vividas no dia a dia das paróquias.
O encontro reuniu momentos de oração e espiritualidade, além da participação do Departamento de Recursos Humanos, Centro de Pastoral, Chancelaria e Arquivo, Tribunal Eclesiástico e Departamento Jurídico Imobiliário. Padre Eliano Bispo dos Santos, gestor do Departamento de Recursos Humanos, acompanhou a formação e esteve próximo dos participantes durante a programação.
Dom Pedro Carlos Cipollini também participou do encontro e dirigiu uma reflexão aos atendentes, partindo do Evangelho de São Marcos e da cura da mulher que sofria havia doze anos com uma hemorragia. Ao falar sobre a atitude de Jesus diante daquela mulher, o bispo chamou a atenção para a importância de olhar além da situação imediata de quem procura a secretaria.
“Às vezes a pessoa esconde um sofrimento, uma mágoa, alguma coisa que a impede de ser feliz e a gente não consegue muitas vezes perceber”, afirmou.
Dom Pedro também falou sobre a diferença entre simplesmente receber uma pessoa e realmente acolhê-la. “Há uma diferença entre ser recepcionado e ser atendido. O atendimento vai incluir escuta, paciência”, explicou.
Ao relacionar a reflexão com a rotina das secretarias paroquiais, o bispo lembrou que cada gesto comunica e que a acolhida faz parte diretamente da missão da Igreja. “Tudo na secretaria paroquial está relacionado à comunicação. Todo ato é ato de comunicar. É preciso perguntar se estamos comunicando e como estamos comunicando.”
No encerramento de sua reflexão, Dom Pedro convidou os participantes a olharem para o próprio trabalho também como missão. “A secretaria é ambiente de trabalho e também de missão. A realização profissional, humana e espiritual podem e devem ser almejadas por nós.”
A formação reforçou a importância da proximidade entre os diferentes setores da Diocese e aqueles que diariamente estão na linha de frente do atendimento ao povo, oferecendo não apenas orientações práticas, mas também um espaço de cuidado, escuta e comunhão.


