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Diocese de Santo André

“Alargar a tenda do coração”: Presbíteros da Diocese de Santo André vivenciam retiro anual em Itaici

Entre os dias 14 e 17 de setembro de 2026, no Mosteiro de Itaici, em Indaiatuba, interior de São Paulo, aconteceu o Retiro Anual dos Presbíteros da Diocese de Santo André. O pregador do retiro foi Dom Carlos Alberto Breis Pereira, OFM, arcebispo de Maceió (AL), licenciado em Teologia Espiritual na Pontifícia Universidade Antonianum de Roma.

Na missa de abertura do encontro, celebrada no dia 14, Festa da Exaltação da Santa Cruz e presidida por Dom Pedro, bispo diocesano, ele recordou aos padres que os dias de recolhimento são o momento de passar pela cruz através do autoconhecimento: “O retiro é um convite a dialogar com o Deus que se encontra dentro de nós e quer que estejamos em comunhão com Ele para que Ele nos faça renascer, recomeçar, renovar. O retiro é feito de oração, na qual o mais importante que falar com Deus é escutá-lo.”

Ao longo de suas colocações, Dom Beto, como o bispo é comumente chamado, salientou que o retiro é um momento de deserto e de silêncio, ocasião ideal para a escuta da Palavra e para o encontro consigo mesmo. Mais do que uma exigência canônica, os exercícios espirituais são uma necessidade na vida presbiteral. Inspirado nas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora, que usa a metáfora da tenda, presente no livro de Isaías 54,2, o pregador recordou que o encontro é o momento para que o presbítero alargue a tenda do seu coração, para poder melhor acolher Deus e sua presença.

Diante de um tempo marcado pela pressa e pelo uso constante do celular, a oração deve ser redescoberta, não buscando eficácia imediata, mas entendida na lógica da gratuidade a Deus. A oração não é realizada apenas com palavras, mas numa relação com Deus, celebrando sua presença na vida cotidiana. Além disso, os sacerdotes foram convidados a redescobrir a paciência e a aceitar a própria fragilidade, pois é no reconhecimento da vulnerabilidade que a graça de Deus é melhor acolhida.  Deus assumiu a fragilidade humana, no Mistério da Encarnação do Verbo em Belém e nos 30 anos de vida oculta em Nazaré.

Inspirados na trajetória do Apóstolo Pedro, os presbíteros foram recordados que a formação presbiteral é um processo contínuo de configuração a Cristo e que a vida cotidiana é o local dessa caminhada. O seguimento a Jesus exige que a conversão seja vista como um processo de docilidade à ação do Espírito Santo, e não como um evento isolado. Além disso, ressaltou-se que a fraternidade presbiteral não deve ser encarada apenas como uma estratégia para a ação pastoral, mas sim como um verdadeiro “lugar teológico” e um sinal visível de anúncio do Evangelho.

Além das colocações do pregador, o retiro foi marcado pela oração da Liturgia das Horas, das Celebrações Eucarísticas, e de momentos de espiritualidade, como Adoração Eucarística, Celebração Penitencial com o Sacramento da Confissão e a Devoção Mariana com a oração do Terço, além das refeições em comum, momentos que marcaram a fraternidade presbiteral.

Leia a homilia do bispo diocesano, da missa do primeiro dia do retiro, clicando aqui.

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