Diocese de Santo André

Renovar a Esperança

A quaresma é um período especial. Nela nos preparamos para celebrar a Páscoa, Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus. Este é o mistério central de nossa fé. Precisamos nos preparar para celebrá-lo. Na quaresma, devemos nos dispor para trilhar um caminho de conversão, recordando nosso batismo, que nos mergulhou na morte com Cristo para ressurgirmos com Ele.
O tempo quaresmal nos convida à oração, à penitência e ao jejum que deve reverter em esmola, partilha. Por tudo isto, o tempo quaresmal é um tempo de esperança. Aguardamos na fé o cumprimento das promessas de Deus que se concretizam em
Jesus, seu Filho, nosso salvador.
Convite especial nos faz a Palavra de Deus, para intensificarmos nossas orações. Como que emoldurando este tempo, temos no início Jesus no deserto que é tentado, ora e jejua, para iniciar sua missão. E no final Jesus está no Horto das Oliveiras orando e suplicando ao Pai no início de seu martírio. A oração de súplica, carregada de esperança, perpassa todo este tempo de quaresma.
Sem a oração fervorosa, nossa esperança não cresce para nos sustentar. Sem a esperança nos fechamos em nós mesmos e não
ouvimos mais a voz de Deus que nos chama com amor. A oração também é garantia de abertura aos demais, pois quem se abre a
Deus se abre também aos irmãos, para escutá-los a ambos.
São muitos os que perderam a esperança e batem à porta de nosso coração para buscar escuta, perdão, correção, um olhar ou
uma palavra de caridade. A Campanha da Fraternidade nos propõe para reflexão o tema da fome. “Fome de Deus sim, fome de pão, não”, exclamou o papa São João Paulo II em Fortaleza, na sua primeira visita ao Brasil em 1980. Já naquela época a fome era grande, e por que não foi debelada, sendo o Brasil um país rico e exportador de alimentos? Por aí vemos o tamanho e a dimensão da conversão coletiva que precisamos fazer também como nação, não somente como Igreja, comunidade de fé, para ouvir o clamor dos que sofrem este flagelo da fome.
Orando, poderemos ouvir Jesus que diz: “Dai-lhes vós mesmos de comer.” Cheios de esperança poderemos obedecer-lhe.
Como pai e pastor, vos abençoo com a ternura de Deus e desejo uma FELIZ PÁSCOA! 

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