Diocese de Santo André

A Cruz, sinal do amor que salva: fiéis vivem a Sexta-feira Santa em profunda oração

Na tarde da Sexta-feira Santa, 18 de abril, a Paróquia Nossa Senhora do Rosário, em Santo André, recebeu o bispo diocesano Dom Pedro Cipollini para a Celebração da Paixão do Senhor. Às 15h, o silêncio tomou conta do templo e do coração dos fiéis, que se uniram à Igreja em todo o mundo para contemplar o mistério da cruz, na liturgia que recorda a morte redentora de Jesus Cristo.

Em sua homilia, fez memória da pequenez humana diante do amor divino revelado no Calvário, recordando que “somente um pequeno grupo fiel esteve aos pés da cruz”, enquanto tantos outros, como Pilatos, preferiram o silêncio, o medo ou a covardia.

“O amor sofre”, afirmou o bispo. “Jesus não sofreu porque Deus exige sacrifício, mas porque Ele mesmo quis nos amar até o fim. A cruz, com seus pregos, sua coroa de espinhos e seus escárnios, é toda ela feita de amor.” Ao falar sobre o reinado de Cristo, Dom Pedro foi incisivo: “O Reino de Jesus é o Reino da fraternidade, da partilha. Não é o reinado da violência, da corrupção ou do poder pelo poder. Quem vive pelo dinheiro, vive sob o domínio de Satanás. Mas quem adere ao Cristo crucificado, já participa do Reino que não passará.”

O bispo ainda refletiu sobre a resposta que cada cristão é chamado a dar diante do mistério da cruz. “Amar a Jesus não é apenas dizer palavras bonitas ou fazer promessas. É viver o que Ele nos ensinou, é fazer da nossa vida uma resposta concreta ao Seu amor. Só há um caminho: aderir à verdade do Evangelho. Jesus é o Filho de Deus. Ele não é só mais um mestre ou filósofo. Ele é a Verdade encarnada.”

Durante a Adoração da Santa Cruz, o momento mais comovente da celebração, os fiéis se aproximaram em silêncio, em profunda reverência. Uns ajoelharam, outros tocaram a cruz com o rosto, as mãos ou os lábios, entregando ali suas dores, súplicas e esperanças. A cada gesto, uma oração silenciosa, um coração quebrantado, uma entrega confiante. Era o povo de Deus beijando o lenho da salvação, reconhecendo ali o sinal maior do amor que liberta.

Mais tarde, ao anoitecer, Dom Pedro esteve com os fiéis da Paróquia Sagrada Família, matriz de São Caetano do Sul, meditando a Via-Sacra na igreja. Com velas nas mãos, a comunidade refletiu cada estação como uma prece pelos sofrimentos da humanidade e um chamado à conversão.

Foi uma Sexta-feira Santa marcada pelo silêncio, pela fé e pela contemplação. Onde a dor encontrou sentido e a esperança se acendeu novamente — na cruz de Cristo.

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