Diocese de Santo André

Catequistas encerram ciclo de espiritualidade com Dom Pedro: “Ser catequista é ser presença de Cristo”

Mais de 500 catequistas se reuniram no domingo, 20 de julho, no Santuário Senhor do Bonfim, em Santo André, para uma profunda tarde de espiritualidade conduzida por Dom Pedro Carlos Cipollini. Assim como aconteceu na primeira oportunidade, no dia 29 de junho, no Externato Santo Antônio, o encontro foi promovido pela Comissão Bíblico-Catequética da Diocese, com a presença do coordenador diocesano, Pe. Eduardo Calandro, e membros da equipe diocesana.

Com as duas tardes, mais de 900 catequistas das diversas foranias da Diocese de Santo André participaram da etapa espiritual de preparação para o ministério instituído. Um caminho marcado pela escuta, oração e meditação da Palavra.

Nesta segunda tarde, Dom Pedro conduziu novamente dois momentos formativos, agora com novos grupos. A reflexão teve como base a vida e o testemunho de São Paulo, o apóstolo que não conheceu Jesus na carne, mas O encontrou ressuscitado e jamais deixou de anunciá-Lo.

“Paulo foi o grande catequista da Igreja nascente. Não anunciou ideias, mas Aquele que o alcançou no caminho de Damasco. E quem encontrou verdadeiramente Cristo não pode mais calar.”

O bispo destacou que o catequista é chamado a ser reflexo desse mesmo ardor:

“A missão do catequista não é repetir fórmulas, mas partilhar vida. A fé não se transmite por obrigação, mas por paixão. Por isso, só anuncia quem ama profundamente o que vive.”

Inspirado pelo Hino Cristológico da Carta aos Filipenses (2,5-11), Dom Pedro também recordou que o verdadeiro catequista caminha na humildade e no serviço, à imagem de Jesus, que se esvaziou de si e assumiu a condição de servo.

“Ser catequista é mais do que ter um conhecimento. É ter o coração configurado ao de Cristo. É anunciar com palavras, mas principalmente com atitudes.”

Ao final da tarde, todos os presentes entoaram o Hino Cristológico como oração comum e entrega de vida, em um momento que expressou, com força, a comunhão e o desejo sincero de servir com fidelidade à missão recebida.

As duas tardes de espiritualidade marcaram profundamente essa etapa de preparação para o ministério instituído. Uma vivência que reforça que a catequese nasce do encontro com Cristo e floresce no coração de quem o anuncia com fé, coragem e amor.

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