Diocese de Santo André

Dia Mundial dos Pobres: fé, esperança e mutirões de caridade nas nove foranias da Diocese de Santo André

No domingo, 16 de novembro, a Diocese de Santo André encerrou a vivência do IX Dia Mundial dos Pobres, Dom Pedro Carlos Cipollini, presidiu a celebração da Santa Missa na Praça das Paineiras, em Mauá. Ao ar livre, em meio ao povo e às diversas ações de atendimento às pessoas em situação de vulnerabilidade, a Eucaristia coroou um dia inteiro dedicado à caridade e à dignidade dos mais sofridos.

Logo no início da homilia, Dom Pedro recordou o sentido deste dia, instituído pelo Papa Francisco para “lembrar ao mundo inteiro a existência dos pobres”. Ele apontou para as feridas de um sistema econômico e político centrado no lucro, onde “as pessoas não têm valor”, e afirmou que o Dia Mundial dos Pobres é um chamado a recolocar a pessoa humana no centro. Mais do que falar de números, a Igreja é convidada a olhar o rosto concreto de quem vive “necessidades, aflições, fome, desemprego e as consequências” desse sistema.

O bispo sublinhou ainda que toda a ação da Igreja nasce de Jesus e para Ele se dirige. Por isso, fez questão de lembrar que, por trás de tantas iniciativas ao longo do dia, está sempre a fé no Cristo pobre e servo: para os católicos, Jesus é o centro, “o caminho, a verdade e a vida”, e não há modo mais verdadeiro de encontrá-Lo do que fazendo o que Ele mesmo pediu: celebrar a Eucaristia, ouvir a sua Palavra e servir aos irmãos.

Ao refletir sobre as leituras, Dom Pedro trouxe uma forte imagem de esperança: o “fim do mundo” que já começou é o fim do mundo do pecado, da injustiça e da corrupção, já condenado por Deus. Mesmo que pareça que a maldade aumenta, a fé permite enxergar que o mal “faz barulho, mas acaba acabando”. E, diante de quem considera pequenas as iniciativas em favor dos pobres, o bispo recordou o exemplo de Santa Teresa de Calcutá: se o bem que fazemos é apenas uma gota no oceano, “sem essa gota d’água, o oceano seria menor”.

A partir do Magnificat de Maria, Dom Pedro recordou que Deus “derruba os poderosos de seus tronos e eleva os humildes”, e que ninguém detém o poder de forma absoluta: Deus apenas confia responsabilidades, e pedirá contas a quem exerce autoridade sem olhar para os mais frágeis. Por isso, convidou todos a pedir o dom da fé e a perseverar no bem, sem desanimar: é Deus quem faz crescer a semente de justiça, paz e fraternidade que a Igreja procura lançar, ainda que em gestos simples.

Ações nas nove foranias

Ao longo de todo o dia, as nove foranias da Diocese de Santo André se mobilizaram em mutirões de caridade, organizados pelo Vicariato Episcopal para a Caridade Social em parceria com as pastorais sociais das paróquias. Houve atendimento a pessoas em situação de rua, acolhida de famílias em vulnerabilidade, atividades para crianças, escuta fraterna e diferentes formas de cuidado.

Além dos agentes de pastoral, muitos voluntários se somaram às iniciativas: médicos, enfermeiros, advogados, psicólogos, manicures, cabeleireiros e outros profissionais, além de parcerias com o poder público nas áreas de saúde e assistência social. Em cada cidade, a Igreja se fez próxima de quem sofre, não apenas com alimentos e serviços, mas com tempo, atenção e respeito.

Ao final da jornada, o vigário episcopal para a Caridade Social, Padre Ryan Holke, expressou sua gratidão em nome de toda a Diocese. Ele agradeceu às nove foranias, aos párocos, diáconos, religiosos, leigos engajados e a cada voluntário que se colocou à disposição: médicos, enfermeiros, advogados, psicólogos, manicures, cabeleireiros, servidores públicos e benfeitores anônimos.

Padre Ryan sublinhou que tudo o que foi vivido ao longo do dia é um testemunho da fé em Cristo que se identifica com os menores: aquilo que se faz “ao menor dos irmãos” é feito ao próprio Jesus. E pediu que essa experiência não fique restrita a uma data no calendário, mas inspire um estilo permanente de proximidade com os pobres em toda a Diocese.

A Diocese de Santo André agradece, com sincera alegria, a todos os agentes de pastoral, voluntários, parceiros e, de modo especial, aos irmãos e irmãs em situação de pobreza que foram atendidos e que, com sua esperança, também evangelizam. Que a semente lançada neste Dia Mundial dos Pobres continue a frutificar em gestos concretos de fé, caridade e justiça em nossas comunidades.

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