Diocese de Santo André

Na Catedral do Carmo, Diocese de Santo André encerra o Jubileu da Esperança e acolhe os frutos de um ano de graça

A manhã de 28 de dezembro foi de gratidão e memória viva na Catedral Nossa Senhora do Carmo. A casa mãe da Diocese de Santo André recebeu fiéis de diversas paróquias, muitos com o Passaporte do Peregrino nas mãos, para a Santa Missa que marcou, oficialmente, o encerramento do Ano Santo da Esperança vivido em comunhão com toda a Igreja.

A celebração fechou um ciclo que começou exatamente um ano antes, em 29 de dezembro de 2024, na solenidade da Sagrada Família. Naquela manhã, uma multidão se reuniu em frente à Paróquia Santo André Apóstolo, matriz da cidade, para dar os primeiros passos do Jubileu na Diocese.

Ao lado do bispo diocesano, Dom Pedro Carlos Cipollini, caminharam o vigário geral, padre Joel Nery, e o vigário episcopal para a pastoral, padre Everton Gonçalves Costa. Entre cânticos e orações, o povo seguiu em peregrinação pelas ruas até a Catedral, onde a Missa de abertura selou aquele início como tempo de graça e reconciliação.

E, desde então, um convite simples foi se tornando hábito na vida do povo: rezar diariamente o Angelus, como lembrança constante do mistério da Encarnação, Deus que entrou na nossa história e sustenta a esperança. Dom Pedro incentivou o povo a rezá-la todos os dias como um “distintivo e sinal de veneração do mistério da Encarnação”, ajudando cada fiel a manter o coração voltado para aquilo que sustenta a esperança cristã: Deus que se fez homem e veio habitar entre nós.

Ao longo do ano, a esperança ganhou rosto, passos e encontros. A Diocese peregrinou aos cinco lugares santos, reunindo diferentes expressões do povo de Deus: na Basílica Menor Nossa Senhora da Boa Viagem, com idosos e enfermos (23 de fevereiro); no Santuário Nossa Senhora Aparecida, na Pauliceia, com crianças, jovens e adolescentes (6 de abril); no Santuário Diocesano Imaculada Conceição, em Mauá, com as famílias (6 de julho); no Santuário Nosso Senhor do Bonfim, em Santo André, com agentes de pastoral (21 de setembro); além da própria Catedral, que permaneceu como coração pulsante dessa vivência jubilar. Em cada peregrinação, a fé se expressou também pela celebração de sacramentos, reafirmando que a esperança cristã não é ideia: é vida tocada pela graça.

Outro sinal que aproximou ainda mais o povo foi o Passaporte do Peregrino. A cada visita aos lugares santos, o fiel recebia um carimbo — e, aos poucos, aquele papel simples foi virando lembrança concreta de um ano rezado com os pés no chão. Neste 28 de dezembro, antes mesmo do início da Missa, os peregrinos chegavam empunhando o passaporte e, no átrio da Catedral, recebiam o certificado de peregrino. Entre os que buscavam a lembrança, também havia pessoas de outras dioceses, atraídas pela proposta e pelo testemunho de unidade que a Diocese soube cultivar.

Na homilia de encerramento, Dom Pedro falou com alegria ao acolher a Catedral lotada. “Hoje nós estamos celebrando essa Santa Missa com grande alegria… para oficialmente, junto com toda a Igreja, encerrarmos aqui na nossa Diocese o Ano Jubilar, o Ano Santo de Esperança que o Papa Francisco desejou para toda a Igreja.” Em seguida, ao contemplar a liturgia da Sagrada Família, recordou: “Deus, ao entrar no mundo, o faz através de uma família: Jesus, Maria e José. Que maravilha!”

Ao refletir sobre os desafios que atravessam a vida familiar, Dom Pedro lembrou que a história de Nazaré também teve dores e travessias. “O Evangelho mostra que a vida desta família não foi fácil… teve que enfrentar dúvidas, momentos difíceis… ser migrante, proteger o menino.” E concluiu com uma chave que atravessou toda a pregação: “A união e o amor desta família venceram todos os desafios… tudo estava fundado no cumprimento da vontade de Deus.”

Com firmeza pastoral, o bispo também chamou atenção para uma ferida grave da sociedade atual. “Trata-se do feminicídio… quantas mulheres são assassinadas e mortas? Isto não pode continuar assim.” E completou, reforçando o projeto de Deus para a convivência humana: “A mulher não é um objeto, uma propriedade do homem, mas é uma companheira. Este é o projeto de Deus.”

Ao falar diretamente do Jubileu, Dom Pedro reconheceu o empenho da Diocese e agradeceu o esforço do clero, especialmente nos plantões de confissão e nas celebrações. “Quero elevar a Deus a ação de graças… e um agradecimento especial aos padres que tanto se esforçaram neste ano… para que a esperança seja realmente para nós uma estrela guia.” E, ao citar a mensagem do Papa Francisco, resumiu o coração do que foi vivido: “A esperança é uma âncora lançada do céu até nós… e nos mantém firmes, estáveis na fé e na caridade.”

Antes da bênção, Dom Pedro voltou a agradecer aos padres, diáconos e agentes de pastoral por tudo o que foi realizado, e reforçou o desejo de que a oração do Angelus, que acompanhou diariamente o Ano Santo por incentivo do bispo, continue a ser rezada como sinal de amor ao mistério da Encarnação. Na mesma ocasião, ele chamou à frente os diáconos transitórios Fernando, Wellington e Maurício, que serão ordenados em 24 de janeiro, pedindo que o Espírito Santo lhes conceda o amor de Cristo, fonte de todo ministério.

Ao final da Missa, o vigário episcopal para a pastoral, Padre Everton falou com simplicidade e sentido de comunhão. Ele manifestou a alegria de ver o povo reunido para encerrar o Ano Santo, orientou que os peregrinos que ainda não retiraram o certificado poderiam fazê-lo no átrio da Catedral e explicou que, a partir de 5 de janeiro até 1º de fevereiro, a entrega seguirá no Centro de Pastoral. Também lembrou os representantes das 106 paróquias, que levarão para suas comunidaes o banner do 9º Plano Diocesano de Pastoral, para que o material fique exposto nas comunidades e ajude a manter viva a unidade da ação evangelizadora.

O Ano Santo proposto pelo Papa Francisco foi um tempo de graça para toda a Igreja: um convite para voltar ao essencial, reavivar a esperança e deixar que Deus reconcilie o coração humano. Trata-se de um período em que os fiéis foram chamados a peregrinar, rezar com mais perseverança, buscar a misericórdia no sacramento da Penitência e fortalecer os laços de comunhão, como povo que caminha unido. Na prática, é como se a Igreja abrisse, com ainda mais força, as portas para que todos reencontrem o caminho do Evangelho, renovem a confiança em Cristo e se deixem conduzir por Ele, que é a nossa esperança.

O Jubileu se encerra, mas o que foi vivido não cabe numa data. Fica a lembrança de um povo que caminhou junto, rezou junto e aprendeu, mais uma vez, que a esperança cristã não decepciona quando encontra uma Igreja de portas abertas, e um coração disposto a caminhar na luz do Evangelho.

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