A Catedral Nossa Senhora do Carmo acolheu os fiéis na manhã do dia 1º de janeiro para a celebração da Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, momento em que a Igreja inicia o novo ano civil confiando o tempo que se abre à intercessão daquela que, com o seu “sim”, deu ao mundo o Salvador. A Missa foi presidida pelo bispo diocesano, Dom Pedro Carlos Cipollini, e concelebrada pelo pároco e cura da Catedral, Padre Jean Rafael Barros.
Unida à Oitava do Natal, a celebração foi vivida como um gesto de confiança e entrega. Ao iniciar o novo ano reunida em torno da Eucaristia, a assembleia levou ao altar as intenções pessoais, familiares e comunitárias, pedindo que cada dia seja iluminado pela presença de Deus.
Na homilia, Dom Pedro recordou que a liturgia deste primeiro dia do ano apresenta a bênção como dom que vem do próprio Deus. Ao refletir sobre a primeira leitura, afirmou que “o Senhor volta o seu rosto misericordioso para o seu povo e derrama sobre nós a sua graça e a sua paz”, lembrando que essa bênção não é abstrata, mas se torna concreta na pessoa de Jesus Cristo.
O bispo explicou que o Filho de Deus não apenas veio ao encontro da humanidade, mas escolheu habitar nela. “Não só temos Jesus conosco, temos Jesus em nós”, afirmou, recordando que, pelo Espírito Santo, nos tornamos filhos e filhas adotivos de Deus. Segundo ele, essa realidade inaugura uma vida nova, marcada pela graça, que pede também adesão concreta e escolhas diárias de fidelidade ao Evangelho.
Ao contemplar Maria, Dom Pedro destacou o lugar singular da Mãe de Deus na história da salvação. “Encontramos Jesus no colo de Maria”, afirmou, lembrando que, assim como os pastores, também somos convidados a acolher o Salvador com simplicidade e fé. Maria, que guardava tudo em seu coração, ensina o caminho da escuta, do silêncio e da confiança plena em Deus.
A celebração também foi marcada pelo Dia Mundial da Paz, vivido neste 1º de janeiro. Dom Pedro recordou que “Cristo é a nossa paz” e que a verdadeira paz não nasce da força ou do poder, mas do amor vivido como serviço. Diante de um mundo ferido por guerras, violências e divisões, o bispo convidou a comunidade a pedir, antes de tudo, a paz do coração, lembrando que “toda guerra começa dentro da pessoa”.
Ao final da reflexão, Dom Pedro confiou o novo ano à intercessão de Maria Santíssima, pedindo que ela acompanhe cada passo do povo de Deus. Segundo ele, iniciar o ano sob o olhar materno de Maria é reconhecer a própria fragilidade e, ao mesmo tempo, confiar que Deus continua a conduzir a história com ternura e fidelidade.







