Pular para o conteúdo principal

Diocese de Santo André

Com reflexão sobre justiça e misericórdia, Tribunal Eclesiástico inicia Ano Judiciário

Na tarde de 3 de fevereiro, o Tribunal Eclesiástico da Diocese de Santo André deu início ao Ano Judiciário, reunindo seus membros para um momento de reflexão e alinhamento dos trabalhos que serão conduzidos ao longo de 2026. A abertura foi conduzida pelo vigário judicial, Padre Jean Rafael Eugênio Barros, e contou com a presença do bispo diocesano Dom Pedro Carlos Cipollini, moderador do Tribunal.

Ao dirigir-se aos presentes, Padre Jean Rafael apresentou o sentido e a responsabilidade do serviço exercido pelo Tribunal, recordando que a atividade judiciária da Igreja está a serviço das pessoas e da comunhão eclesial. Sua fala situou o trabalho cotidiano do Tribunal como um espaço de escuta, discernimento e aplicação do direito canônico, sempre orientado pelo cuidado pastoral e pela busca da verdade.

Durante sua reflexão, o vigário judicial retomou pontos centrais do discurso do Papa Leão XIV aos prelados do Tribunal da Rota Romana, destacando a relação indissociável entre verdade, justiça e caridade no exercício da função judicial da Igreja. Segundo o Papa, a missão dos tribunais eclesiásticos não pode ser compreendida como uma simples aplicação técnica da lei, mas como um serviço eclesial orientado pela salvação das almas, princípio que permanece como lei suprema da Igreja.

Padre Jean recordou que o Santo Padre alertou para dois riscos opostos na atividade judiciária: o de uma compaixão mal compreendida, que relativiza a verdade, e o de uma aplicação fria da norma, que ignora as pessoas concretas envolvidas nos processos. Para o Papa, justiça e misericórdia não se opõem, mas caminham juntas, exigindo dos operadores do direito canônico rigor, discernimento e responsabilidade moral.

Ainda segundo a reflexão apresentada, o Papa ressaltou que o processo canônico deve ser entendido como instrumento de busca da verdade, e não como disputa entre interesses. Nesse sentido, o trabalho do Tribunal deve inspirar confiança nos fiéis, por meio da seriedade, da dedicação e da consciência de que cada decisão alcança a vida e a história das pessoas que recorrem à Igreja em busca de orientação e justiça.

Dom Pedro também se dirigiu aos membros do Tribunal, sublinhando o equilíbrio necessário entre justiça e misericórdia na missão eclesial. Em sua reflexão, afirmou que “a salvação das almas depende da misericórdia de Deus” e que a aplicação equilibrada da justiça do Reino liberta as pessoas. O bispo acrescentou que somente com perseverança e dedicação no trabalho é possível garantir que a justiça alcance aqueles que a procuram, reforçando a dimensão pastoral que sustenta a atuação do Tribunal.

O Tribunal Eclesiástico da Diocese de Santo André completa em novembro, dez anos de criação. A data foi lembrada como sinal de um caminho construído com responsabilidade institucional, compromisso com o direito da Igreja e atenção às realidades concretas apresentadas pelos fiéis.

Compartilhe:

BOA JUSTIÇA E BONS JUÍZES

Instituto do Verbo Encarnado: padre Buela considerado culpado por abusos

nomeacoes

Decretos e nomeações – 30/09/2026

Na Solenidade de São Vicente de Paulo, Kalil Chaaban recebe os ministérios de Leitor e Acólito

“Não basta dizer sim a Jesus com os lábios. É preciso dizer sim com a vida”: Concentração Diocesana reúne Apostolado da Oração e MEJ

Juventudes em escuta: Diocese de Santo André participa de encontro nacional em Aparecida

Atendentes paroquiais participam de formação marcada pela escuta e proximidade

nomeacoes

Nomeações, provisões e decretos – 23/09/2026

Pastoral Familiar aprofunda missão junto às famílias em Congresso Regional

Pastoral da Educação de Santo André leva presença diocesana a encontro nacional