Diocese de Santo André

Catedral do Carmo acolhe a Missa da Unidade com bênção dos Santos Óleos e promessas renovadas

Na manhã de Quinta-feira Santa, 2 de abril, a Catedral Nossa Senhora do Carmo, em Santo André, acolheu a Missa dos Santos Óleos, também chamada Missa da Unidade, reunindo Dom Pedro Carlos Cipollini, grande número de padres da Diocese, diáconos, seminaristas, religiosos e o povo de Deus. Ao redor do bispo, a Igreja Diocesana viveu uma celebração marcada pela comunhão, pela bênção dos santos óleos e pela renovação do sim sacerdotal dos presbíteros.

Em sua homilia, Dom Pedro situou a Missa dos Santos Óleos como um dos momentos mais expressivos da vida diocesana. “Esta Eucaristia é um momento solene de nossa vida diocesana. Um ponto alto”, afirmou, ao agradecer pelos dons que Cristo continua derramando sobre a Igreja por meio da Palavra, dos sacramentos e da entrega generosa dos sacerdotes. O bispo também voltou o olhar aos presbíteros reunidos na Catedral e disse ser uma alegria contemplar a história que Jesus realiza na vida de cada um deles, recordando que “só quem ama pode arriscar a vida e doá-la por uma causa”.

Ao desenvolver a reflexão, Dom Pedro mostrou que a unção celebrada naquela manhã alcança toda a Igreja. Recordou que Cristo derrama sobre seu povo a graça de ser “povo sacerdotal, profético e real”, chamado a viver no mundo uma missão marcada pelo serviço humilde e generoso. Nessa linha, ligou diretamente os santos óleos à vocação batismal e à vida cristã concreta, ao recordar que os fiéis são ungidos para vencer o mal, fazer o bem e colaborar para a implantação do Reino de Deus. Também evocou a exortação de São Pedro para que a comunidade viva com espírito de compaixão, amor fraterno, misericórdia e humildade.

Dirigindo-se de modo especial aos padres, reconheceu que o ministério sacerdotal atravessa hoje desafios profundos. Citando as transformações do tempo presente, observou que a tecnologia tem moldado desejos, decisões e relações, e advertiu: “A cultura do clique substitui a cultura do encontro”. Na sequência, apontou que as pessoas estão cada vez mais conectadas e, ao mesmo tempo, mais solitárias, o que interpela diretamente a ação pastoral junto às famílias e aos jovens. Diante desse quadro, encorajou o clero a permanecer firme, sem desânimo, recordando ainda o empenho dos padres na Quaresma, especialmente nos mutirões de confissões e na preparação das comunidades para a Páscoa.

A homilia também ganhou um tom muito concreto quando o bispo falou da vida presbiteral como caminho de unidade e cuidado. Ao agradecer pela entreajuda fraterna e pela busca de comunhão na Diocese, Dom Pedro incentivou a pastoral de conjunto e disse que ela é a expressão da sinodalidade vivida entre os presbíteros, nas comunidades e em toda a Igreja Diocesana. Também fez um apelo para que os sacerdotes cuidem de si mesmos, humana e espiritualmente. Ao lembrar que o padre é um “curador ferido”, advertiu que a ferida não pode dominar aquele que é chamado a servir. Por isso, retomando a exortação de São Paulo, insistiu: “Cuidai de vós mesmos”.

Finalizando, Dom Pedro ligou a Missa da Unidade ao que a Igreja viveria à noite, na celebração do Lava-pés. Ao recordar que Jesus ensina o caminho exigente do amor que serve, retomou a exortação de São Pedro aos pastores para que apascentem o rebanho de Deus com liberdade interior, devoção e testemunho. Foi nesse horizonte que a renovação das promessas sacerdotais ganhou ainda mais força, como resposta concreta de amor, fidelidade e serviço.

Terminada a homilia, diante do bispo e da assembleia, os presbíteros renovaram os compromissos assumidos no dia de sua ordenação. A cada interpelação, responderam com firmeza: “Quero”. Em seguida, Dom Pedro convidou o povo a rezar por seus padres e também por ele, para que todos permanecessem fiéis à missão recebida. A própria liturgia sublinha a importância desse momento ao indicar que, após essa oração, não se diz o Creio nem a oração dos fiéis.

Ao motivar esse gesto, o bispo havia pedido aos sacerdotes que recordassem com gratidão o dia da ordenação. Em uma das passagens mais marcantes da homilia, exortou: “Renovai, pois, cheios de gratidão e coragem, o desejo de amar a Cristo com o mesmo amor com o qual Ele nos ama e segui-Lo até o fim”. Também os encorajou a viver esse tempo sem desânimo, a cuidar da própria vida espiritual e a permanecerem unidos no serviço ao povo de Deus.

Na procissão das oferendas, a assembleia acompanhou a entrada dos vasos dos Santos Óleos, do recipiente com o perfume, além do pão, do vinho e da água para a celebração eucarística. O rito já indicava o sentido de cada óleo: o dos catecúmenos como força para quem abraça a fé, o dos enfermos como sinal de esperança para os que carregam a cruz com Jesus, e o Crisma como unção que comunica o bom odor do Espírito Santo à vida da Igreja.

Durante a Oração Eucarística, Dom Pedro abençoou o óleo dos enfermos, rezando para que ele fosse proteção do corpo, da alma e do espírito para todos os que com ele fossem ungidos. Depois da comunhão, cercado pelos presbíteros concelebrantes em forma de coroa, abençoou o óleo dos catecúmenos, pedindo que aqueles que se preparam para a iniciação cristã recebam força, sabedoria e generosidade para viver o Evangelho.

Na consagração do Santo Crisma, um dos momentos mais expressivos da Missa da Unidade, o óleo preparado o bálsamo, recorda que a vida cristã é chamada a espalhar no mundo o bom perfume de Cristo. Antes da oração solene, o bispo sopra sobre o vaso do Crisma, gesto antigo que evoca a ação do Espírito Santo e remete tanto à criação quanto ao Ressuscitado que comunica seu Espírito aos discípulos. Assim, o Crisma consagrado se torna sinal da presença do Espírito que santifica e fortalece a Igreja em seus sacramentos e em sua missão.

Ao concluir a celebração, antes da bênção final, Dom Pedro agradeceu a participação dos leigos e de todo o clero. Disse que esses encontros são “momentos brilhantes e luminosos da nossa união presbiteral” e reconheceu o trabalho desenvolvido pelos vigários episcopais, pelo vigário geral, pela articulação pastoral da Diocese, pela ação ligada à Campanha da Fraternidade e pelos reitores do Seminário. Também convidou os fiéis para a celebração do Domingo de Páscoa, às 17h, na Paróquia Nossa Senhora das Graças, em Diadema, quando acontecerá a consagração da Diocese a São Miguel Arcanjo.

No saguão do Edifício Sede Santo André Apóstolo, foi entregue ao clero o Anuário Diocesano 2026, publicação que reúne informações sobre a organização pastoral e administrativa das 106 paróquias da Diocese, além de datas importantes, como aniversários e outras referências da caminhada diocesana.

Leia a homilia na íntegra do nosso bispo clicando aqui.

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