A Pastoral da Criança da Diocese de Santo André realizou, no dia 21 de fevereiro, a assembleia eletiva diocesana na Paróquia Bom Jesus de Piraporinha, em Diadema. Desde o início da manhã, a comunidade acolheu as representantes das foranias com entrega de crachás, organização dos recebimentos e um café comunitário, criando um clima simples e fraterno para um dia de escuta, encaminhamentos e definição de novas lideranças.
A abertura foi marcada por música, seguida da leitura do Evangelho de Lucas (24,13-35), texto que inspirou a reflexão inicial sobre reconhecer Jesus no caminho, na conversa e na presença partilhada. Uma retrospectiva da caminhada recente ajudou a ligar memória e futuro, antes que as participantes seguissem para a acolhida das foranias e a apresentação das candidatas, passando então ao processo de eleição.
Ao final da votação, foram eleitas Sandra Regina Stopa de Lima (Paróquia Nossa Senhora das Graças – Forania Leste), Elcina F. de Moraes Ribeiro (Paróquia Bom Jesus de Piraporinha – Diadema) e Nilza Oliveira Nunes Gonçalves (Paróquia Nossa Senhora dos Navegantes – Diadema). A assembleia teve coordenação diocesana de Maria Alice Lucchini e assessoria eclesiástica do Padre Diego das Dores Gonzaga. Entre as formações e encaminhamentos do dia, foram apresentados os responsáveis por ações e áreas de apoio: Alimentação Saudável (Roseli Flauzino), Brinquedos e Brincadeiras (Keli Cintra), Articulador de Saúde e Direitos (Sinevânia Januário e Deise Ap. de Paula dos Santos), Guia do Líder e A N (Rosa Maria Lino Caminoto) e Missão e Gestão (Marisa Prieto). Também houve trabalho em grupos por foranias, voltado ao plano de ação.
Durante sua fala às agentes, Dom Pedro Carlos Cipollini pediu que elas compartilhassem vivências do serviço junto às famílias e chamou atenção para dores que atravessam a realidade social, mencionando inclusive o feminicídio. Ao tratar do cuidado integral, aproximou a conversa do cotidiano e comentou que escolhas simples, especialmente na alimentação, têm impacto direto na saúde. Ele observou que “o melhor remédio, muitas vezes, é o alimento” e encorajou as lideranças a manterem a constância: “continue… eu sei que não é fácil”.
O encerramento da assembleia aconteceu como a comunidade reunida em torno do altar. Após um dia inteiro de oração, partilhas, encaminhamentos e escolha das novas lideranças, as participantes seguiram para a Missa, concelebrada pelo pároco e vigário forâneo de Diadema, Padre Rafael Capelato, com a presença do Diácono Marco Antônio Ernandezs.
Na homilia, Dom Pedro falou sobre a celebração no início da Quaresma, lembrando que este tempo é uma preparação concreta para a Páscoa e, por isso, pede decisões diárias. Ele comparou a Palavra de Deus a uma luz que orienta o caminho e alertou para a tentação como realidade presente na vida humana, não como algo distante. Segundo o bispo, a tentação em si não é “ruim” por existir, mas se torna perigosa quando encontra o coração sem vigilância. Por isso, recordou um pedido essencial da oração cristã: “Jesus, quando nos ensina a rezar, não nos manda pedir para não sermos tentados, mas para não cairmos na tentação”.
Dom Pedro retomou o episódio bíblico do início da história humana para explicar que a raiz da tentação está na ilusão de viver sem Deus, como se a pessoa pudesse decidir sozinha o que é bem e mal. Ele afirmou que o ser humano foi criado para participar da felicidade de Deus, mas, ao se revoltar contra o Criador, acaba entrando num caminho de perda. E traduziu isso para situações simples do cotidiano, quando alguém decide conscientemente romper com a lei de Deus. Na síntese que apresentou à assembleia, “toda vez que é contra Deus, é contra nós”, porque a liberdade sem verdade vira escravidão.
Ao comentar as tentações de Jesus no deserto, o bispo falou do perigo de transformar a missão em busca de vantagem, fama e poder. E insistiu que Cristo não escolhe o atalho: permanece fiel ao Pai e vence o tentador sem negociar princípios. Daí veio o apelo direto para o caminho quaresmal: “todo dia nós temos que decidir como Jesus decidiu”. Para Dom Pedro, a vitória sobre a tentação não é um discurso bonito, mas uma prática contínua, feita em pequenas escolhas, sustentadas por oração e atenção interior.














