Na manhã de 28 de fevereiro, a Diocese de Santo André participou da 6ª Assembleia Ampliada da Sub-Região Pastoral São Paulo, com a presença do bispo diocesano, Dom Pedro Carlos Cipollini, do Diácono Marcelo Cavinato, além de sete representantes e coordenadores leigos.
A assembleia reuniu bispos e representantes das dioceses de Osasco, Campo Limpo, Santo Amaro, Santo André, Santos, São Miguel Paulista, Mogi das Cruzes, Guarulhos e da Arquidiocese de São Paulo, para tratar de temas ligados à vida eclesial e aos desafios pastorais da sub-região. O encontro ocorreu no auditório da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e teve início com oração conduzida pelo Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer.
A primeira exposição temática foi conduzida pelo padre António de Lisboa, que refletiu sobre a sinodalidade. Em sua abordagem, o sacerdote recordou que o conceito não é novidade, mas faz parte da própria natureza da Igreja e precisa ser continuamente retomado. Ao tratar das realidades urbanas contemporâneas, apontou cinco traços presentes nas dioceses das grandes cidades: a fragmentação social e existencial, o pluralismo cultural e religioso, a crise das institucionalidades, a complexidade da ação pastoral e a fluidez e mobilidade territorial. A partir desse diagnóstico, indicou caminhos concretos, como o fortalecimento dos Conselhos Pastorais como espaços de discernimento, a promoção de uma cultura de escuta — incluindo também afastados, ausentes, periferias e juventudes —, a conversão para um estilo sinodal de governo e o esforço para que as paróquias sejam lugares reais de comunhão, escuta e envio missionário.
Na segunda temática, o foco foi a Campanha da Fraternidade 2026, com o tema Fraternidade e Moradia, apresentada por Claudio Lima Vieira, coordenador da CF no Regional Sul 1. A reflexão foi organizada a partir de duas perguntas centrais: por que fazemos e por quem fazemos. Nesse horizonte, o palestrante chamou a atenção para a urgência de se deixar interpelar pela realidade de tantas pessoas que vivem em condições precárias, em moradias sem infraestrutura básica e expostas a riscos como desabamentos e alagamentos. Também reforçou a necessidade de permitir que as necessidades do outro nos toquem e nos movam a uma postura mais solidária e comprometida.
Ao final, Dom Pedro dirigiu uma palavra de encorajamento aos participantes, retomando a parábola do semeador como convite à perseverança e à confiança no trabalho pastoral, mesmo diante dos desafios.
Texto de apoio: Glauber Machado


