Diocese de Santo André

Diocese de Santo André marca presença na Assembleia Nacional da Pastoral do Povo da Rua

Entre os dias 6 e 8 de março, a Diocese de Santos sediou o Encontro e a Assembleia da Pastoral Nacional do Povo da Rua (PNPR), reunindo agentes, lideranças e representantes de diversas regiões do país. A programação marcou os 25 anos de caminhada da Pastoral e aprofundou a reflexão sobre os desafios enfrentados pela população em situação de rua no Brasil. A Diocese de Santo André esteve representada pela coordenadora diocesana Jaqueline Pereira.

Com atividades realizadas no Centro de Formação para o Apostolado de Santos (CEFAS) e na Universidade Católica de Santos (UniSantos), a iniciativa teve como tema “Basta de violência social e ambiental! Caminhemos com o Povo da Rua na Casa Comum”. Ao longo dos três dias, os participantes retomaram a memória da Pastoral desde sua fundação, avaliaram a atuação desenvolvida nas diferentes realidades do país e refletiram sobre caminhos para fortalecer a presença da Igreja junto aos irmãos e irmãs em situação de rua.

A abertura foi marcada por uma mesa de reflexão sobre as políticas públicas e o cenário nacional, diante do crescimento do número de pessoas vivendo nas ruas, do aumento das violações de direitos e da fragilidade das estruturas de atendimento. Também houve debates de caráter pastoral, social e socio-teológico, com contribuições sobre o direito ao bem viver e o compromisso da Igreja com os mais vulneráveis.

Bispo diocesano de Santos e bispo de referência da Pastoral na CNBB, Dom Joaquim Mol participou de momentos importantes da programação e ressaltou a força profética dessa missão. Em uma de suas falas, afirmou que a Pastoral do Povo da Rua talvez seja uma das mais proféticas da Igreja no mundo de hoje. Ao comentar o fato de Santos acolher o encontro nacional, também observou que receber representantes de todo o Brasil traz uma responsabilidade ainda maior no cuidado com a população em situação de rua.

Outro momento significativo foi a presença do padre Júlio Lancellotti, cuja atuação junto aos mais pobres é reconhecida em todo o país. Em sua reflexão, ele recordou que não basta trabalhar pelo povo da rua, mas é preciso conviver com ele. Em outra fala, reforçou que, sem essa convivência, não se compreende de fato a realidade vivida por quem está nas ruas.

No sábado, 7 de março, a assembleia também tratou da recondução da coordenação colegiada nacional e da homologação dos conselheiros que auxiliarão na condução da Pastoral no próximo triênio. Permanecem na coordenação Ivone Maria Perassa, de Santa Catarina, como coordenadora; padre Marcos Augusto Mendes, SJ, do Ceará, como coordenador adjunto; e Tânia Maria Ramos, do Rio de Janeiro, como secretária.

Durante a assembleia, também foram avaliadas ações de acolhimento, acompanhamento e encaminhamento aos serviços públicos, além da participação em fóruns e do monitoramento das políticas públicas voltadas à população em situação de rua. O encerramento aconteceu no domingo, 8 de março, com a celebração e a bênção de envio, renovando o compromisso dos participantes com a defesa da dignidade humana e com a continuidade dessa presença pastoral junto aos mais pobres.

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