No Grande ABC, a Igreja Católica está presente desde o início da sua povoação em todo o território. Ela é organizada em paróquias. Atualmente são 106 paróquias, cada uma com sua igreja Matriz e a maioria com várias comunidades espalhadas pelo seu território, todas unidas para formarem a paróquia que é “comunidade de comunidades”. A palavra “paróquia” deriva do grego paroikía, termo que remete à ideia de habitar ou viver junto, evocando também a condição do peregrino, que fixa morada em terra estrangeira, imagem presente na experiência cristã desde os primeiros séculos do cristianismo.
As primeiras comunidades descritas nas cartas de São Paulo, que se reuniam nas casas dos fiéis, são consideradas o embrião das atuais paróquias. Com a expansão do Cristianismo, essas comunidades
multiplicaram-se e passaram a integrar a organização das dioceses, assumindo progressivamente a configuração paroquial que permanece, com adaptações, até os dias de hoje.
O Código de Direito Canônico, que contém as leis da Igreja, define a paróquia como uma comunidade determinada de fiéis, constituída de modo estável dentro de uma Igreja Particular – uma arquidiocese ou diocese – e confiada pelo bispo, aos cuidados de um pároco. No Grande ABC temos uma só diocese, a Diocese de Santo André porque é a cidade onde reside o bispo e onde está a igreja Catedral e a Cúria Diocesana, que é o escritório central da diocese.
A paróquia é, uma divisão jurídica, pastoral e administrativa da Igreja dentro de uma Diocese.
Mais do que uma delimitação territorial, a paróquia é a presença concreta da Igreja em uma comunidade. É nela que os fiéis se reúnem para a celebração da missa e demais sacramentos, recebem formação cristã, vivem a comunhão entre si na caridade.
A criação de uma nova paróquia responde a necessidades pastorais concretas, como o crescimento populacional, a formação de novos bairros ou a necessidade de aproximar a vida sacramental dos fiéis.
Para que uma comunidade seja erigida como paróquia, é necessário que conte com pastorais essenciais consolidadas – como catequese, liturgia, caridade e dízimo – além de um sacerdote responsável e da estrutura mínima para o funcionamento da nova igreja matriz, espaços de encontro e formação, residência para o pároco e meios para sua manutenção.
Quando essas condições estão presentes, o pedido é encaminhado ao bispo, que, após ouvir os organismos de consulta, previstos pelo Direito Canônico, avalia a conveniência pastoral da criação da nova paróquia que em geral, leva o nome de um santo.
Nem toda comunidade organizada, porém, será necessariamente elevada à condição de paróquia, permanecendo sempre como capela, ligada a uma comunidade paroquial como parte da paróquia. Em alguns casos, o atendimento pastoral pode ser fortalecido por outros meios, como a reorganização territorial ou a destinação de novos sacerdotes. Quando a criação acontece, ela representa o conhecimento de uma comunidade que amadureceu, ao longo dos anos e passa a assumir, de forma estável, a missão paroquial em seu território.
A paróquia é sempre “um polo missionário”, ou seja, um lugar de acolhida das pessoas, e também um lugar de envio de missionários para anunciar o evangelho. O dinamismo pastoral de uma diocese depende em grande parte do dinamismo de suas paróquias que devem trabalhar unidas no seu conjunto, seguindo um planejamento pastoral diocesano.
Figura importante em cada paróquia é o pároco, o padre cuja responsabilidade de guiar a paróquia, está dentro dela como aquele que serve, oferecendo o serviço de coordenador. Em especial o pároco é aquele que preside a celebração eucarística que une e dá vida á comunidade na vivência da fé, esperança e caridade. Na paróquia o padre ensina, pastoreia e santifica o povo de Deus.
Neste mês de agosto celebramos no dia quatro o dia do padre, pois foi o dia do padroeiro dos padres, São João Maria Vianney. Que Deus abençoe nossos padres e nossas paróquias que tanto bem realizam entre nós, sendo sal da terra e luz do mundo.
+Dom Pedro Carlos Cipollini
Bispo de Santo André
