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Diocese de Santo André

“A misericórdia deve passar através de nós”: romaria reúne cerca de 3 mil diocesanos em Atibaia

Cerca de 3 mil peregrinos da Diocese de Santo André participaram, no domingo, 13 de setembro, da Romaria Diocesana ao Santuário de Schoenstatt, em Atibaia. Organizados em 60 ônibus, fiéis de diferentes paróquias se reuniram para manifestar sua devoção à Mãe Rainha.

A peregrinação foi marcada pela oração, pela convivência e pelo encontro entre pessoas que chegaram de diferentes comunidades, mas levavam a mesma intenção: colocar diante de Nossa Senhora suas famílias, suas necessidades e os agradecimentos pelas graças recebidas.

A Santa Missa foi presidida por Dom Pedro Carlos Cipollini e concelebrada por Pe. Cláudio Pereira, Pe. Camilo Gonçalves de Lima e Pe. Fábio, de Minas Gerais.

Na homilia, a partir do Evangelho de Mateus, no qual Pedro pergunta a Jesus quantas vezes deve perdoar o irmão, Dom Pedro falou sobre a importância do perdão na vida cristã. O bispo lembrou que todos são pecadores e necessitam tanto do perdão de Deus quanto do perdão dos irmãos.

Ao recordar a resposta de Jesus, que pede o perdão “setenta vezes sete”, Dom Pedro explicou que a misericórdia não pode ter um limite estabelecido. A parábola do servo perdoado por seu patrão, mas incapaz de perdoar uma dívida muito menor de seu companheiro, mostra a diferença entre a maneira como Deus acolhe as fraquezas humanas e como, muitas vezes, as pessoas reagem aos erros dos outros.

“O perdão de Deus é o motivo e a medida do perdão fraterno”, afirmou o bispo. Ele recordou ainda que, na oração do Pai-Nosso, cada cristão pede que suas ofensas sejam perdoadas na mesma medida em que também perdoa aqueles que o ofenderam.

Segundo Dom Pedro, o perdão recebido não pode ficar guardado somente para quem foi alcançado por ele. “Somos convidados a ser instrumentos da misericórdia de Deus. A misericórdia deve passar através de nós”, ensinou.

O bispo também explicou que perdoar não significa ignorar a dor ou considerar pequena uma ofensa. A força necessária para esse gesto vem do próprio Deus e da união com Cristo. Quem recebe o perdão e aprende a oferecê-lo aos irmãos encontra alegria, gratidão e liberdade no coração.

Ao abordar as divisões, a violência e o ódio presentes na sociedade, Dom Pedro ressaltou que a misericórdia pode interromper essa cadeia. Unidos a Cristo, os fiéis são chamados a participar do amor de Deus derramado sobre o mundo, levando reconciliação aos ambientes em que vivem.

Diante da Mãe Rainha, os peregrinos foram convidados a pedir a graça de um coração disponível para receber a misericórdia divina e compartilhá-la com os irmãos. A romaria terminou deixando esse compromisso para o retorno às comunidades: levar para a vida cotidiana aquilo que foi rezado e celebrado aos pés de Nossa Senhora.

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