O Dia de Finados, celebrado nesta segunda-feira, 2 de novembro, reuniu milhares de fiéis em missas e momentos de oração pelos falecidos nas sete cidades que compõem a Diocese de Santo André. Organizados pelas foranias, sacerdotes, diáconos e agentes de pastoral estiveram presentes nos cemitérios, acolhendo as famílias que foram recordar seus entes queridos. As comunidades paroquiais também realizaram suas próprias celebrações, proporcionando diferentes oportunidades para que os fiéis se reunissem em oração.
Em São Bernardo do Campo, mais de 3 mil pessoas participaram da Santa Missa presidida por Dom Pedro Carlos Cipollini, às 10h, no Cemitério Jardim da Colina. Foi a primeira vez que o bispo diocesano presidiu a celebração de Finados naquele local. A missa contou com a presença dos padres Joel Nery e Douglas Colácio, o viário forâneo Padre Marcio Damião, diáconos, Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão Eucarística e Ministros das Exéquias, que ao longo do ano prestam assistência espiritual às famílias enlutadas.
Na homilia, Dom Pedro reconheceu a dor da separação e a saudade que acompanham a perda de alguém querido, recordando também as famílias que sofreram durante a pandemia. Ao refletir sobre as leituras bíblicas, explicou que a fé cristã nos ajuda a compreender a morte não como o fim da existência, mas como uma passagem para a vida eterna.
“A fé é a força que move o coração daquele que busca a Deus e busca em Deus uma resposta para o mistério da vida e o mistério da morte. Nós não compreendemos o mistério da morte, é sempre um drama para nós”, afirmou.
O bispo convidou os presentes a refletirem sobre a maneira como vivem, lembrando que tantas preocupações, disputas e ambições acabam ocupando o tempo que poderia ser dedicado a Deus e ao próximo.
“Não vamos ser julgados se fomos bonitos, inteligentes, poderosos. Tudo isso passa. Não dá para você levar para a eternidade, mas o bem, a caridade, o amor que você viveu, você leva para a eternidade”, ensinou.
Dom Pedro também falou sobre a importância do silêncio e da presença solidária junto às famílias que enfrentam o luto. “Nós precisamos fazer um pouco de silêncio no momento da morte, aprender a respeitar a dor do outro através do silêncio. A sua presença solidária basta.”
Celebração em Mauá e oração pelos sacerdotes falecidos
À tarde, Dom Pedro esteve em Mauá para a segunda celebração do dia, inicialmente prevista para as 16h, no Cemitério da Saudade, na Vila Nossa Senhora das Vitórias. Devido à chuva, a Santa Missa aconteceu na paróquia, reunindo os fiéis para a oração pelos falecidos.
Na homilia, o bispo voltou a refletir sobre a esperança cristã diante da morte, recordando que a vida não termina aqui na Terra e que a fé em Jesus Cristo precisa ser vivida nas atitudes cotidianas, especialmente na prática das obras de misericórdia.
“Deus é Deus da vida, então a morte não tem a última palavra. Quem tem a última palavra é a vida. Nós, pela morte, passamos desta para outra vida”, explicou.
Dom Pedro também convidou a comunidade a reservar mais tempo para Deus e a pensar sobre aquilo que realmente importa. “Se a gente pensar na morte, nós valorizaríamos mais o que vale a pena. Precisamos fazer um balanço: o que realmente vale a pena? E o que vale a pena é aquilo que fica para sempre.”
Ao falar sobre a fé, lembrou que ela precisa se traduzir em atitudes concretas. “A fé não é acreditar numa lista de coisas. Jesus disse: quem me ama guarda minha palavra. Então é praticar o que Jesus ensinou.”

Ao final da celebração, Dom Pedro convidou os presentes a acompanhá-lo até o cemitério para rezar pelos sacerdotes ali sepultados. Com a melhora do tempo, o bispo, acompanhado pelo padre Inácio e pelos fiéis, seguiu em procissão até os túmulos de Monsenhor Alexandre Venâncio Arminas, Padre Damião Calixto Trajano, Padre Antônio Amélio e Cônego Belisário Elias de Sousa.
Diante dos túmulos, foram depositadas flores e feitas orações em agradecimento pela vida e pelo ministério desses sacerdotes. O gesto encerrou a celebração do Dia de Finados em Mauá, reunindo o bispo, o padre e a comunidade na lembrança daqueles que dedicaram suas vidas ao serviço da Igreja.
