Diocese de Santo André

Em breve palestra na Paulus, Bispo Dom Pedro fala sobre a Igreja Sinodal

No sábado, dia 30/04, na livraria Paulus, de Santo André, o Bispo da Diocese, Dom Pedro Carlos Cipollini, recebeu alguns fiéis para falar de sua mais nova obra: “Por uma igreja sinodal – sinodalidade, tarefa de todos”. Em um momento em que o Papa Francisco convida todos a caminharem juntos, o bispo traz uma contribuição literária às pessoas.

Após uma breve oração inicial, Dom Pedro se apresentou e contou sobre o conceito de sinodalidade, que é seguir as pegadas de Jesus, ser inclusivo, assim como Ele era, que ensinou a fazer tudo de um modo fraterno e que o amor fraterno é impossível ter sem caminhar juntos. A alma da igreja é uma pessoa. Só existe igreja quando Jesus Cristo é decisivo. “O cristão não deve se identificar com a sociedade que vive, mas sim com o Evangelho”, comenta o bispo. Há uma nova maneira de ser sempre para ser igreja de comunhão e participação, que está implícita na eclesiologia do Vaticano II, é que na América Latina foi absorvida de forma explícita: Puebla e Aparecida. “A igreja é nosso eu plural” “É profecia libertadora” (Lc 4, 21-30).

O princípio de autoridade, a “hierarquia” não se altera em nada. O que altera é o modo de exercer a autoridade. “O maior é o que serve” (humildade de coração). Serviço é a palavra chave. Dom Pedro explicou sobre as diferenças entre: Liderança – que significa o que somos: servidores. Já a Gerência – é o que fazemos: cargo. “A ideia é liderar por meio do poder/ leis, através de autoridade e oblação”. 

 

Fundamentação histórica
Nos atos dos apóstolos temos na igreja nascente de Jerusalém o testemunho da sinodalidade no que se convencionou chamar de concílio de Jerusalém, uma igreja aberta, com comunhão e, para isso, necessita de conversão espiritual e estrutural.


De onde vem a sinodalidade?
Da trindade – Raiz trinitária da unidade – os dogmas cristãos são como os Ramos da única árvore da vida: a cristologia forma o tronco, mas a raiz é a trindade. É a união entre os diferentes. Projeto do Pai, obra do Filho e administração do Espírito Santo. A comunhão deve ser real, não imaginária, como nos ensinou Jesus: “Que todos sejam um”.

O concílio Vaticano II diz que existe o sensus fidei – sentido da fé. “Vós recebestes a unção do Santo e todos vós tendes conhecimento” – (1 Jo 2,20).


Tarefas e Desafios
Dentre algumas lições, Dom Pedro explicou que um dos desafios é resgatar a Teologia Trinitária – um só Deus em três pessoas, raiz da igreja e sinodalidade. Nós podemos ser unidos e cada um na sua individualidade. “Levar avante a eclesiologia do Vaticano II é tirar as consequências do enfoque eclesiológico do Cap. I da Lumen Gentium que se intitula: “O Mistério da lgreja”. A Trindade é fonte de vida (pai), de salvação (Cristo) e missão (Espírito Santo), dela brota a Igreja (cf. LG 1-4)”

Outro grande desafio, segundo o bispo, é viver a Koinonia – palavra grega que significa o que há de comum e indica companheirismo, participação, solidariedade e, sobretudo, comunhão íntima e interligada. O batismo nos  ligou a todos. “Creio na comunhão dos Santos”. Toda igreja faz parte das boas ações que fazemos. Não há um só a ganhar, mas todos ganham por meio de um acordo. O Espírito Santo, a igreja e missão  ganham. O bem de todos.

Também é necessário falar da Parresia – como profetismo intraeclesial – quem tem, tem intenção de falar verdade. Palavra grega. “Não podemos jogar com a mentira, ela destrói a comunidade, a sociedade. Dentro da igreja precisamos ter correção fraterna”, conta o bispo. 

Para saber mais, o livro de Dom Pedro está disponível nas lojas físicas e on-line da Paulus. 

 

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