Pular para o conteúdo principal

Diocese de Santo André

Setembro, mês da Bíblia: A Palavra de Deus no Livro de Josué (Parte 2)

Uma primeira temática do livro é a posse da Terra Prometida, assunto extremamente atual, quando observamos tantas pessoas que ainda não possuem um lar, um local para chamar de seu. Este era o grande anseio do povo, que confiando em Deus, viu a realização da sua promessa, depois de muito caminhar. Para eles e também no contexto presente, a Terra Prometida, o local da habitação é sinônimo de dignidade e felicidade. A Terra é dom de Deus para Israel, mas eles precisam se organizar para entrar e ocupá-la. Deus faz sua parte, como chefe do exército (cf. Js 5,13-15), chamando o povo para colaborar com a dádiva que possuirão. É através da posse da terra que se solidifica o conceito de povo, de nação escolhida, tão caro a Israel. Depois de conquistadas, as terras são repartidas para as tribos de Israel, segundo as necessidades e extensão de cada tribo, exemplo para o tempo presente, não deixando ninguém carente de terras.

Outra temática presente é a obediência à Lei. O livro de Josué pode ser entendido como uma continuação do livro do Deuteronômio e, portanto, a Lei tem papel importante como manifestação da adesão do povo ao projeto de Deus. A lei expressa no Deuteronômio é posta para salvaguardar sobretudo os grupos mais frágeis, os estrangeiros, o órfão, a viúva. No cuidado a estes grupos, Israel manifesta se está atento à Palavra de Deus. O sucesso ou a infelicidade do povo podem-se medir através da leitura, da meditação e da prática dos mandamentos divinos, garantindo que o povo não caia na idolatria, cultuando deuses estrangeiros. A posse da Terra

Prometida será garantida enquanto houver a fidelidade do povo à Lei do Senhor, pois Deus continuará a expulsar os povos estrangeiros (cf. Js 23,5-6). Esta proposta de seguimento da Lei é reafirmada na assembleia realizada em Siquém, que acontece num contexto litúrgico. A assembleia é momento celebrativo, recordando no agora os feitos do passado para projetar o que virá. Josué recorda a ação de Deus junto aos patriarcas, bem como a libertação do Egito e a posse da Terra. A recordação da história é lembrança de que Israel continua unido em torno do Senhor, mesmo com as tribulações vivenciadas. Sabendo do amor de Deus por cada um, Josué exclama: “Quanto a mim e à minha família, nós serviremos ao SENHOR” (Js 24,15), afirmação que também será de todo o povo.

Que esta também seja nossa oração ao longo deste mês da Bíblia, para que sejamos servos da Palavra de Deus, ouvintes assíduos de seus ensinamentos e que saibamos colocá-la em prática, sempre sentindo a presença do Senhor que nos acompanha em todos os momentos.

Gustavo Laureano Pinto, Seminarista Diocesano

Compartilhe:

Mês Vocacional 2026: comunidades que despertam, testemunham e enviam vocações

Dignidade da Mulher

Missão dos Seminaristas 2026 fortalece vocações e leva a presença da Igreja às comunidades da Diocese

Semana Diocesana de Liturgia reúne agentes de todas as foranias em cinco noites de formação

Diocese de Santo André celebra 72 anos com Missa em ação de graças na Catedral

“O pouco com Deus tem muita força”: Padre Zeca assume missão na Paróquia São João Batista

Padre Fernando Oliveira assume missão de administrador paroquial na Paróquia São Pedro e São Paulo

Jovens e adultos recebem o Sacramento da Crisma no Oratório Imaculada Conceição

“Visitem com amor, levando esperança”: seminaristas iniciam missão em Rio Grande da Serra

Na festa do Carmo, Dom Pedro recorda o exemplo de Maria