Na manhã do dia 25 de dezembro, Solenidade do Natal do Senhor, a Catedral Nossa Senhora do Carmo, em Santo André, acolheu a Missa do Dia celebrada por Dom Pedro Carlos Cipollini. Na saudação inicial, o bispo acolheu os fiéis presentes e também quem acompanhava pelas redes sociais, situando a comunidade na continuidade da noite anterior, quando a Igreja iniciou a celebração do mistério do nascimento de Jesus.
A liturgia conduziu a assembleia pelo anúncio essencial do Natal. A primeira leitura apresentou a alegria do mensageiro que proclama a paz e anuncia a salvação; a segunda recordou que Deus falou de muitos modos ao seu povo e, agora, se revela plenamente no Filho; e o Evangelho de São João proclamou o Prólogo, com a afirmação central da fé: a Palavra se fez carne e habitou entre nós.
Na homilia, Dom Pedro observou que, na cultura atual, o Natal muitas vezes fica reduzido a sinais e costumes que ocupam o centro — presentes, comércio e figuras secundárias — enquanto o essencial pode ser esquecido. Ele recordou que, para os cristãos, o Natal é a celebração de um mistério, isto é, a manifestação de Deus em Jesus Cristo. “O Natal é a celebração de um mistério. O mistério é a manifestação de Deus”, afirmou.
Ao aprofundar o sentido dessa celebração, o bispo comparou o mistério a uma fonte: é algo de que se bebe sempre de novo, porque é inesgotável e verdadeiramente sacia. A partir disso, explicou que a alegria do Natal não é apenas contentamento passageiro, mas dom de Deus que brota do coração, pois, em Cristo, a história ganha sentido e fim de salvação.
Dom Pedro também retomou a mensagem do Evangelho ao falar da Palavra: Jesus Cristo é o Filho pelo qual tudo foi criado e, por isso, professar o Natal é professar a fé na divindade de Jesus. Mesmo no silêncio de uma criança, disse o bispo, Cristo “fala” com a própria vida, ensinando que Deus é amor e que o caminho do amor é serviço: fazer-se pequeno, cuidar, ir ao encontro.
Na sequência, ele contrapôs a luz de Cristo às trevas que o Evangelho menciona — estruturas e atitudes marcadas por egoísmo, divisão, corrupção, ódio e guerra — lembrando que a força de Deus não se impõe pelo medo ou pelas armas, mas pela força do amor que liberta. Por isso, celebrar o Natal, segundo o bispo, é acolher Jesus e renovar o propósito de segui-lo, para que a vida cristã forme em nós o rosto de filhos e filhas de Deus.
Ao encaminhar a comunidade para a Profissão de Fé, Dom Pedro recordou o gesto previsto na liturgia do Natal: ao dizer que o Filho de Deus se encarnou e se fez homem, quem puder se ajoelha como sinal concreto de reverência ao mistério da Encarnação. “É uma pequena homenagem, uma profissão de fé com um gesto”, explicou.
Ao final da celebração, o bispo diocesano reforçou os votos de Feliz Natal à comunidade, pedindo que o nascimento de Jesus reacenda a fé nas famílias e sustente o povo de Deus na vivência do Evangelho, para que a Luz de Cristo, acolhida no coração, se traduza em atitudes concretas de paz, serviço e caridade no cotidiano.
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