No dia santo de Natal, a Paróquia Cristo Operário, na Forania Santo André Leste, viveu uma noite de gratidão e alegria com a posse do Pe. Bruno Xavier Biazutti como administrador paroquial, em missa presidida pelo bispo diocesano, Dom Pedro Carlos Cipollini, em 25 de dezembro.
Logo no início da celebração, diante do povo de Deus reunido na Matriz Cristo Operário e nas comunidades Sagrado Coração de Jesus e Nossa Senhora Aparecida, foi feita a leitura do Decreto de Nomeação, tornando pública a missão confiada ao sacerdote. A liturgia seguiu até a segunda leitura e, então, o Pe. Bruno recebeu o Evangeliário das mãos de Dom Pedro, aproximou-se do ambão e proclamou o Evangelho, colocando a Palavra no centro do início de seu ministério à frente da paróquia.
Na homilia, Dom Pedro conduziu a assembleia ao sentido mais profundo do Natal, recordando o convite de Deus à alegria: disse que a alegria não é simples prazer, mas algo que “presta o coração”, porque “alegria é um dom de Deus, um dom do Espírito Santo”. E apontou o motivo dessa alegria: o nascimento do Salvador, que renova a esperança e dá rumo à história de cada pessoa e à história da humanidade.
Em seguida, o bispo meditou o Evangelho proclamado, lembrando que Jesus é a Palavra viva de Deus: explicou que o termo “Palavra” indica o próprio Filho, por quem Deus realiza suas obras e se revela ao mundo. Por isso, afirmou que “Deus não tem mais nada pra falar com nós: ele já falou tudo”, porque a fala do Pai é o próprio Cristo. E, mesmo no silêncio do presépio, Jesus anuncia com a vida o que Deus é: nasce pequeno e humilde para dizer que Deus é amor.
Dom Pedro também agradeceu ao Pe. Cícero, que administrava a paróquia até então, reconhecendo sua generosidade e disposição para servir. E, ao dirigir-se ao novo administrador, recordou que a missão do sacerdote é sinalizar que Deus não abandona sua comunidade: o padre está à frente para cuidar e organizar, mas sempre com o povo, porque “nenhum padre é o monarca da comunidade”. Lembrou ainda que a paróquia reúne três comunidades e pediu que caminhem unidas, acolhendo o Pe. Bruno com carinho, sobretudo por ser seu primeiro cuidado pastoral à frente de uma paróquia, tempo que marca profundamente a vida do presbítero.
Após a homilia, a celebração prosseguiu com a Renovação das Promessas Sacerdotais. Em seguida, Dom Pedro realizou a entrega dos sinais do cuidado pastoral, a chave da igreja, a chave do sacrário, a jarra batismal e a estola roxa, indicando, de forma concreta, o zelo pela casa de Deus, pela Eucaristia, pelo Batismo e pela misericórdia oferecida no sacramento da Reconciliação. Concluídos esses gestos, o Pe. Bruno foi apresentado oficialmente como administrador paroquial.
A comunidade também dirigiu palavras de acolhida e carinho a Dom Pedro, em mensagem lida na celebração. Com afeto filial, pediu licença para chamá-lo também de pai e recordou sua presença como fonte de alegria e esperança. Ao final, devolveu ao bispo uma frase ensinada por ele e guardada no coração do povo: “Aprendendo com o que passou, podemos projetar melhor o futuro… amar e servir a Deus, vivendo Sua Palavra e anunciando o Evangelho.”
Ao novo administrador, os paroquianos manifestaram acolhida solene, lembrando os primeiros meses de convivência: “é com profunda alegria, sincero afeto e coração agradecido” que a paróquia o recebia. A mensagem reconheceu seu zelo e simplicidade, e afirmou que, no cotidiano do ministério, o Evangelho se percebe em gestos concretos: acolher, escutar, cuidar e caminhar com o povo. Ao final, a comunidade reafirmou carinho, gratidão e oração, pedindo que o Espírito Santo o fortaleça na fidelidade e na missão.
No agradecimento, o Pe. Bruno falou com emoção de Dom Pedro, recordando desde o tempo do seminário o cuidado do bispo como pastor que conhece as ovelhas, e disse que sentiu de modo especial sua presença num dos momentos mais difíceis de sua vida, na perda da mãe. Também agradeceu ao Pe. Cícero, a quem chamou de amigo e comparou a um pai que ensina com paciência, ajudando a aprender os passos da administração.
Dirigindo-se à comunidade, o sacerdote foi transparente e cheio de ternura: reconheceu que não chega como alguém “pronto”, mas como um padre que luta por fidelidade, e afirmou que aprendeu a amar a Cristo Operário com facilidade, porque encontrou o coração do povo aberto. Falou ainda do tempo de construção que a paróquia vive, e fez questão de ir além: disse que, mais do que erguer paredes, deseja, com o povo, a construção do coração, porque seu maior sonho é conduzir a comunidade ao céu. E concluiu pedindo oração, chamando os fiéis de filhos e filhas muito amados, e suplicando a graça de ser para eles um bom pastor.













