Diocese de Santo André

65 anos da Diocese de Santo André

No último dia 22 de julho celebramos o jubileu de safira da Diocese.  Louvemos a Deus pelo imenso dom da nossa Igreja Diocesana de Santo André, criada pelo Papa Pio XII em 22 de julho de 1954, pela Bula Archidiocoesis Sancti Pauli: Deus seja louvado! Eram então três municípios (Santo André, São Bernardo e São Caetano) e 16 paróquias. Hoje são 7 municípios e 105 paróquias compreendendo todo o Grande ABC.

Como nos ensina o Concílio Vaticano II: “A Diocese é a porção do Povo de Deus, que se confia a um Bispo para que a apascente com a colaboração do presbitério, de tal modo que, unida ao seu pastor e reunida por ele no Espírito Santo, por meio do Evangelho e da Eucaristia, constitui uma Igreja particular, na qual está e opera a Igreja de Cristo, una, santa, católica e apostólica” (Vaticano II – CD 11).

Uma Igreja está sempre se fazendo e se refazendo no seu caminhar na história, na sucessão dos dias, das épocas e das etapas da vida.  Ao comemorar esta sucessão de datas, nos perguntamos: O que é essencial na caminhada? E a resposta é sempre aquela à qual o Evangelho nos induz: “Jesus Cristo o Filho de Deus vivo” (Mt 16,13-19). Ele é o Senhor da Igreja, é a Ele que a Igreja deve ser fiel, mantendo a aliança e construindo sobre o fundamento que é Ele mesmo (cf. 1Cor 3,11).

Deste modo, vale notar que todos os cinco bispos desta Igreja Andreense, tem seus lemas episcopais acentuadamente centrados em Jesus Cristo. Dom Jorge Marcos de Oliveira o primeiro bispo teve como lema: “Tudo em Cristo”. Dom Claudio Hummes o segundo bispo: “(Em Cristo) sois todos irmãos”. Dom Décio Pereira, que aqui ficou somente cinco anos: “Que todos tenham vida”. Dom Nelson Westrupp, nosso bispo emérito: “Sem mim nada podeis”. Eu escolhi como lema desde minha ordenação sacerdotal e conservei como bispo:  “Em nome de Jesus”.

A humanidade precisa do progresso e do desenvolvimento tecnológico, para tornar possível a convivência e a sobrevivência, mas sem reservas espirituais tudo isto não trará a paz, e sim destruição. É em Cristo Jesus que a humanidade encontra sua alma e seu sentido último, sua realização. Assim, a missão de nossa Diocese é oferecer Jesus e seu Evangelho ao mundo, dando testemunho Dele.

Ao celebrar os seus 65 anos de criação, nossa Igreja diocesana de Santo André quer prometer fidelidade a Jesus Cristo, fundamento único sobre o qual deseja continuar construindo sua vida e sua história. Queremos ouvir sua voz que diz: “Coragem, sou eu, não tenham medo” (Mt 14, 27). O medo não é prudência, ele nos paralisa, acomoda em nossa área de conforto e impede a missão.

Nosso Sínodo Diocesano pretendeu resgatar aquilo que é essencial na prática, ou seja, o caminho da Acolhida e Missão, o Vicariato da Caridade Social e outras iniciativas pastorais, às quais nos ajudarão a focar no essencial. Com coragem vamos redobrar nosso amor-serviço na Igreja, em especial aos pobres que são o verdadeiro “ostensório” de Jesus Cristo.

Queremos continuar a evangelização com a promoção humana. A solidariedade com os pobres e injustiçados sempre foi marca de nossas comunidades em especial no tempo da ditadura e do movimento operário.

Um agradecimento, uma lembrança especial a todos aqueles que ao longo destes anos participaram, lutaram e amaram nossa Igreja. Se envolveram na missão evangelizadora com promoção humana. São milhares! Impossível dizer seus nomes, mas eles estão inscritos no coração de Deus e de nossa Diocese.

Parabéns à Igreja de Santo André, sintamo-nos todos, bispos, padres, diáconos, religiosos e religiosas, membros da vida consagrada, ministros, agentes de pastorais, coordenadores e coordenadoras, todos os que estamos unidos pelo santo batismo, sintamo-nos abraçados pelo amor de Deus.

*Artigo de Dom Pedro Carlos Cipollini para o Jornal Diário do Grande ABC

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