Diocese de Santo André

CPPs participam de formação forânea sobre o 9º Plano Diocesano de Pastoral

A Diocese de Santo André segue dando passos importantes na implantação do 9º Plano Diocesano de Pastoral. Entre os dias 28 e 30 de abril, o Centro Pastoral Diocesano promoveu formações nas dez foranias, reunindo membros dos Conselhos Paroquiais de Pastoral, os CPPs, para aprofundar o conteúdo do novo Plano e ajudar as comunidades a compreenderem como ele deverá orientar a vida pastoral nos próximos anos.

A formação teve um papel essencial neste início de caminhada. Como nem todos os membros da Diocese puderam participar dos encontros realizados ao longo do processo de elaboração do Plano, o momento nas foranias ajudou a retomar os principais passos já vividos e, ao mesmo tempo, apresentar de forma mais clara o caminho que agora se abre para as paróquias, comunidades, pastorais, movimentos e organismos diocesanos.

Durante o encontro, os participantes puderam recordar que o 9º Plano nasceu de um amplo processo de escuta, iniciado nas comunidades, com a participação dos fiéis nas missas, das assembleias paroquiais, da escuta do clero, das assembleias forâneas e, por fim, da Assembleia Diocesana, realizada em 20 de novembro de 2025. Esse percurso permitiu que a Diocese olhasse para sua realidade com mais atenção, reconhecendo avanços, desafios e urgências pastorais.

A formação também apresentou as três prioridades que irão conduzir o quinquênio de 2026 a 2030: Pastoral de Conjunto, Juventudes e Família. Mais do que temas isolados, essas prioridades expressam necessidades concretas da vida diocesana e devem ser assumidas de maneira integrada, em comunhão com o caminho sinodal da Igreja.

Ao tratar da Pastoral de Conjunto, a formação recordou que ela não é apenas uma estratégia de organização, mas um modo de caminhar juntos. A proposta é fortalecer a integração entre conselhos, pastorais, movimentos e comunidades, superando ações isoladas, decisões sem diálogo e a sobrecarga dos agentes. Entre os objetivos apresentados estão a organização pastoral, a comunhão eclesial, a participação dos fiéis e a formação contínua das lideranças.

No eixo das Juventudes, a reflexão chamou atenção para a necessidade de escutar os jovens, reconhecer suas dores, seus talentos e seu potencial missionário. A proposta do Plano é fortalecer o protagonismo juvenil, promover a integração entre gerações e criar ambientes de evangelização com linguagem jovem, capazes de favorecer pertença, participação e acompanhamento.

Já no eixo Família, os encontros ressaltaram que a Igreja é chamada a acolher, evangelizar e acompanhar as famílias em suas diferentes realidades. A formação apontou para a importância de integrar pastorais e setores, aproximar catequese e família, promover visitas, fortalecer a Pastoral Familiar e criar uma cultura permanente de evangelização familiar, especialmente nas comunidades onde essa presença ainda precisa ser implantada ou amadurecida.

Um dos pontos centrais da formação foi compreender que o 9º Plano entra agora em sua fase prática. As ações propostas não devem ser vistas como normas rígidas, mas como pistas para ajudar cada realidade paroquial e forânea a dar passos concretos, respeitando seu ritmo, suas possibilidades e seus desafios. A liberdade de execução, porém, não diminui a responsabilidade de começar.

A formação reforçou ainda que algumas ações poderão ser realizadas de modo mais imediato, enquanto outras exigirão maior amadurecimento. Também foi apresentada a previsão de revisão do caminho após dois ou três anos, não para criar novas prioridades, mas para avaliar o que avançou, o que ainda encontra dificuldade e quais iniciativas precisam ser retomadas com mais atenção.

Assim, as formações forâneas ajudaram a Diocese a passar da escuta ao compromisso. O Plano agora precisa chegar à vida concreta das paróquias, aos conselhos, às reuniões pastorais, aos calendários, às decisões e à ação evangelizadora de cada comunidade.

Mais do que conhecer um documento, os membros dos CPPs foram chamados a ajudar suas comunidades a acolherem o 9º Plano como instrumento de comunhão, planejamento e corresponsabilidade. A caminhada está apenas começando, mas já traz um convite claro para toda a Diocese: caminhar em unidade, fortalecer a participação e tornar cada paróquia mais integrada à missão comum da Igreja de Santo André.

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